Líder da JSD acusa Ventura de ser «falso valente» e «catavento político»

O presidente da JSD acusou hoje o Chega de ser um «falso valente» e um «catavento político», respondendo à ameaça do partido liderado por André Ventura de apresentar uma moção de censura ao Governo.

João Pedro Luís falava no encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide, e abordou diretamente a ameaça feita na sexta-feira pelo presidente do Chega.

«O Chega fez uma ameaça ao primeiro-ministro: ou o ministro da Administração Interna é rapidamente demitido ou o Chega apresenta uma moção de censura. A JSD não faz ameaças. A JSD concretiza. Por isso eu hoje apresento aqui não uma, mas quatro censuras», afirmou, na sua estreia como líder da «jota» nesta iniciativa.

Em primeiro lugar, a Juventude Social-Democrata diz censurar «o falso valente», criticando «a mania do Chega de ameaçar com eleições todas as semanas, enquanto reza baixinho para que ninguém aceite o desafio».

«André Ventura tem pânico do dia em que tiver de governar e o obriguem a cumprir todas as promessas que tem feito», criticou, recebendo muitos aplausos dos participantes.

Natural do distrito de Portalegre, João Pedro Luís censurou, depois, «a incrível facilidade de mudar de opinião em 24 horas, consoante o vento das sondagens», chamando «catavento político» ao Chega.

O líder dos jovens sociais-democratas censurou ainda o que chamou de «fábrica de bodes expiatórios» — «o vício de pedir a cabeça de um ministro diferente todos os dias para disfarçar a falta de propostas reais para o país» — e a «tática do coitadinho», acusando o partido de Ventura de se apresentar como vítima de perseguição do «sistema» ou da comunicação social sempre que é apanhado em contradições.

Pelo contrário, João Pedro Luís deixou uma «moção de confiança» a Luís Montenegro, dizendo que foi o primeiro-ministro que, na democracia portuguesa, «mais centralidade política deu aos jovens portugueses», elencando medidas como o IRS jovem, o passe ferroviário ou as medidas específicas na área da habitação para esta faixa etária.

O líder da JSD salientou ainda os 6.092 estudantes a mais colocados no ensino superior, quando comparado com o ano passado: «O Governo do PS mudou as regras e impôs duas provas de ingresso. O Governo da AD tomou a decisão de retomar a regra que vigorou até 2024 — entre uma e três provas de ingresso».

O número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.

Dizendo que «hoje é claro para todos que a quebra do ano passado se deveu ao PS e que as políticas socialistas excluíram milhares de alunos do ensino superior», João Pedro Luís acrescentou que «neste ano letivo, serão mais 6.092 estudantes que entrarão no ensino superior graças ao Governo da AD. Isto não é conversa, isto são resultados».

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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