De acordo com o jornal “Público”, o estudo está concluído e apresenta «duas alternativas de construção» de uma variante à Linha do Alentejo, para permitir a ligação ferroviária ao aeroporto de Beja.
Uma das soluções, a mais barata, com um custo estimado entre 94 e 112 milhões de euros, «começa perto da estação de Cuba e termina já à entrada de Beja», escreve o “Público”, acrescentando que a outra solução, a poente, tem um traçado mais longo (1800 metros), «mas que aproveita o antigo ramal da EPAC-Quimigal». Aqui, os custos sobem para entre 192 e 208 milhões de euros.
Ainda de acordo com a mesma fonte, a primeira alternativa prevê «um apeadeiro mais próximo do aeroporto e, logo, mais útil para os passageiros», enquanto a segunda «é mais ampla e permite que, em vez de um apeadeiro, se implemente no local uma verdadeira estação ou nó logístico, com vantagens também para a carga».
Assinado por Carlos Cipriano, jornalista especializado em temas ferroviários, o artigo refere que «em ambos os casos, o estudo indica que a ligação ferroviária permitirá receber passageiros que chegam por via aérea com destino a Lisboa ou ao Algarve».
Recorde-se que ainda não existe decisão política sobre a interligação da Linha do Alentejo ao aeroporto de Beja, apesar de o Governo afirmar que pretende avançar com a obra. «Queremos ligar esta linha à Base Aérea de Beja. É um investimento que faz todo o sentido. Não é uma alternativa ou uma variante de Cuba a Beja. É a partir da linha que está a ser renovada fazer uma ligação», disse recentemente o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, numa audição parlamentar.
Na mesma ocasião, referiu que a IP foi mandatada a «analisar soluções alternativas para assegurar» esta ligação — o estudo agora concluído —, garantindo que a execução será feita em momento «subsequente» ao da modernização do troço Casa Branca–Beja, que ainda não começou e cuja conclusão está prevista para 2030.












