Linha Casa Branca/Beja com corte de 60 milhões de euros. Obras com novo atraso

A dotação destinada à modernização, requalificação e eletrificação da ligação ferroviária Casa Branca–Beja foi reduzida de cerca de 80 milhões de euros para 20 milhões, revelando a limitada maturidade do projeto e adiando, mais uma vez, a concretização de uma intervenção considerada estratégica para a mobilidade no Alentejo.

Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo revelou que a dotação inscrita no Programa Operacional Regional Alentejo 2030 , “agora fixada em 20 milhões de euros, continuará a apoiar intervenções que adquiram a necessária maturidade, com prioridade atribuída ao primeiro troço, numa extensão de 25,6 km”.

A explicação surgiu após uma reunião entre a Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Baixo Alentejo com o objetivo de esclarecer o “enquadramento financeiro” e o “estado de maturidade” do projeto de modernização, requalificação e eletrificação da Linha do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja.

Segundo a CCDR do Alentejo, durante o encontro “foi confirmado que as intervenções previstas no troço ferroviário Casa Branca-Beja apresentam ainda um baixo grau de maturidade, encontrando-se os respetivos procedimentos em fase de preparação”.

Por isso, explicou, a dotação revista, já aprovada pela Comissão Interministerial de Coordenação na Reprogramação do Alentejo 2030 e “agora fixada em 20 milhões de euros, continuará a apoiar intervenções que adquiram a necessária maturidade, com prioridade atribuída ao primeiro troço, numa extensão de 25,6 km”.

Em simultâneo, a autoridade de gestão do programa operacional “manifestou disponibilidade para aprovar a candidatura submetida e rever em alta a atual dotação financeira ao longo da execução, caso se verifique evolução positiva no grau de prontidão das intervenções”.

No comunicado, a CCDR do Alentejo indicou também que, durante a reunião, a IP confirmou “que o procedimento da obra será lançado como um único projeto integrado e não de forma faseada”, garantindo que esta opção assegura “a sua execução futura, ainda que o financiamento atualmente disponível incida apenas no troço Casa Branca-Vila Nova da Baronia”.

Na sequência destas explicações, as três entidades “comprometeram-se a manter uma monitorização e acompanhamento permanentes do desenvolvimento do projeto ferroviário, reforçando o trabalho conjunto para garantir a sua progressão dentro dos prazos fixados e das prioridades estratégicas definidas”.

Na reunião com a CIM do Baixo Alentejo e a IP, a CCDR do Alentejo adiantou igualmente “que a reprogramação do Alentejo 2030 possibilita reforçar áreas estratégicas emergentes, assegurando maior impacto económico, social e territorial na região”, designadamente em áreas como “a habitação acessível, promovendo a fixação populacional e a justiça social, e a Gestão e eficiência da água, reforçando a sustentabilidade e resiliência do território”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

Uma resposta

  1. O Alentejo, tem sido o parente pobre deste e anteriores governos, a unica referência neste dia que li acerca desta região, trabalhadora, humilde e respeitadora, foi o corte de 60 milhões e a difamação do consumo das bebidas alcoólicas que se iguala ao Algarve, o que não acredito, apenas pode acontecer pelo aumento de pessoas, quer emigrantes ou dos Lisboetas, que se espalham pelas vilas e aldeias deste nosso Alentejo. Para relaxar, para convívio e outros prazeres que os famosos de Lisboa gostam.

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