O PS, após o resultado das legislativas, tal como a esquerda toda, têm andado a apanhar bonés, porque ainda não aceitaram que perderam e que perderam o controlo do regime, tudo tendo feito para tentar mantê-lo.
As mais recentes declarações do secretário-geral do PS são um exemplo paradigmático da postura de quem anda a apanhar bonés, ao exigir que a AD não pode tratar os dois partidos da oposição em pé de igualdade, porque o PS é mais do que o Chega e, que, só faz acordos com o PS se não fizer acordos com o Chega.
Com estas declarações o que o PS pretende é manter a AD amarrada ao PS para que só possa fazer aquilo que o PS lhe deixar fazer, limitando a sua acção governativa ao programa do PS, para que a AD não possa ter veleidades de promover as alterações que são necessárias ao crescimento económico de Portugal, que o Estado continue a ter dinheiro pelo saque dos impostos aos portugueses e que estes continuem a ter dificuldades económicas porque o Estado fica-lhes com o dinheiro quase todo.
O PS não gostou do acordo da AD com o Chega sobre a lei da nacionalidade, de política de imigração, porque quer que tudo continue na mesma, neste caos absoluto, tal como não quer a diminuição do IRC para que as empresas que não cresçam, para não perder o controlo sobre estas.
Também não quer a diminuição do IRS, porque não quer que os portugueses tenham mais dinheiro, que ganharam com o seu trabalho, para poder alimentar um Estado obeso e gastar dinheiro com clientela política.
O secretário-geral do PS quer, pois, que o governo AD não governe, que não promova o crescimento económico, que as famílias não tenham mais dinheiro disponível, porque, no fundo, quer, como queria o anterior secretário-geral do PS, que o governo da AD se vá queimando lentamente até que os portugueses se esqueçam do desgoverno do PS para precipitar eleições legislativas na altura que mais lhe convier.
Ao contrário do que o secretário-geral do PS pensa, quem tem que vir a jogo e aceitar as propostas do governo é o PS e não o contrário. O problema é que ainda não se mentalizou que o governo da AD não precisa dele para lhe impor limites à governação.
Há um PS amargurado por perceber que, ao fim de 50 anos, já não tem poder para controlar o regime e, isso, a continuar neste registo, vai fazê-lo definhar ainda mais, perdido, cada vez mais, na sua amargura. Até agora, tem andado a apanhar bonés!













Uma resposta
O advogado Assis tem todo o direito de defender a ADega e as suas políticas que beneficiam quem mais tem na sociedade portuguesa. Escusa é de atirar poeira para os olhos dos alentejanos. A AD teve a pior votação da história para um governo reeleito, sendo difícil de compreender tanta arrogância discursiva por parte do advogado Assis. Saque de impostos é linguagem das cavernas, é lá que o sr. advogado quer viver? E, já agora, aceite umas lições de numeracia: não há relação entre IRC e crescimento das empresas (nos países mais ricos da Europa as empresas pagam mais IRC que por aqui) e são as empresas que mais beneficiam pequeníssima baixa de IRS (sim, eu sei, os advogados têm muita dificuldade em fazer contas…).
PS: no local onde trabalho há um excesso de clientela laranja que engorda o Estado; é essa que o advogado Assis pretende eliminar?