Na pergunta dirigida ao Governo, o parlamentar manifesta “grande preocupação” com a publicação do Despacho n.º 191/2026, de 6 de janeiro, que procede à subdelegação de competências “relativas à prática dos atos necessários à execução do contrato de empreitada de obra pública para a construção do Hospital Central do Alentejo”.
Luís Dias critica a sucessão de alterações na tutela do processo, referindo que se trata de “mais uma alteração de atribuição de responsabilidades promovida pelo Governo da AD”, recordando que a responsabilidade foi retirada à Administração Regional de Saúde do Alentejo, entretanto extinta, posteriormente atribuída à Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central, que acabou por se demitir “por não ter meios adequados para o efeito”, passando agora para o secretário de Estado da Gestão da Saúde.
O deputado socialista lembra a dimensão estratégica do projeto, considerando que representa “o maior investimento de sempre na saúde pública e no progresso da região”, sendo “urgente para o aumento da qualidade de vida das nossas populações”. Acrescenta que cada adiamento significa também “adiar a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos alentejanos”.
Na pergunta, Luís Dias recorda que o projeto foi assumido e lançado pelo anterior Governo, liderado pelo PS, em 2019, com o início das obras em 2021, salientando que “há quase cinco anos” estavam em curso os passos necessários para concretizar o hospital e criar as condições para “que a criação de um curso de Medicina em Évora possa ser uma realidade futura”, garantindo “um hospital moderno e equipado, capaz de prestar cuidados de saúde de excelência aos alentejanos”.
Segundo o deputado, desde a tomada de posse do atual Governo, “o prazo já derrapou de 2024, para 2025 e depois para 2026”, acompanhado por “o aumento de 58% do valor fixado para a obra”.
Classificando o Hospital Central do Alentejo como “uma obra estratégica”, Luís Dias defende que a sua conclusão “tem de ser prioridade”.
Na pergunta apresentada ao Governo, o deputado questiona qual a data atualmente prevista para a conclusão das obras, se “estes sucessivos atrasos” colocam em risco o financiamento comunitário do programa Alentejo 2030, quando entrará em funcionamento o novo hospital e se o Governo mantém o compromisso de criação do curso de Medicina na Universidade de Évora, querendo ainda saber “que progressos foram dados nestes [últimos] dois anos e qual o estado da situação”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.











