“Ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal, mas eu posso já avançar – que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros – e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território”, afirmou, em declarações transmitidas por alguns meios de comunicação social no local.
Luís Montenegro disse entender os apelos feitos para colocar “determinados territórios no âmbito da situação de calamidade, no âmbito da situação de contingência”, e assegurou que “ninguém vai ser esquecido”.
“Nós vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território: nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”, acrescentou.
Por outro lado, o objetivo deste programa será também fazer “uma atuação que é absolutamente imprescindível sobre as infraestruturas mais críticas”.
“Infraestruturas básicas, infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento de energia elétrica, de abastecimento de água, de serviços públicos. Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade”, explicou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro destacou ainda que o Governo manteve “contacto permanente” com o Presidente da República, explicando que se tem revezado com Marcelo Rebelo de Sousa nas visitas aos territórios afetados pelo mau tempo.
“Nós fomo-nos revezando, relativamente às regiões e aos municípios que íamos visitando, precisamente para podermos estar no máximo de comunidades possível, porque onde ele esteve, em determinadas semanas, eu não estive, e vice-versa”, sublinhou.
Até ao momento, 17 pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Rui Minderico/Lusa












