Mais quatro mil milhões anunciados para Sines. Agora para inteligência artificial

A anunciada gigafábrica de Inteligência Artificial em Sines está a ser vista como um passo decisivo para afirmar Portugal como protagonista europeu no sector tecnológico. Representantes da Defined.ai e da Tekever, empresas envolvidas no consórcio liderado pelo Banco Português de Fomento, destacaram o potencial do projeto, avaliado em quatro mil milhões de euros, para colocar Sines no centro da inovação e da soberania digital europeia.

Num painel no ‘stand’ do Banco Português de Fomento (BPF) na Web Summit, que decorre até quinta-feira em Lisboa, a fundadora e presidente da Defined.ai, Daniela Braga (na fotografia), e o diretor da Tekever Digital em Portugal, Rui Lobo, saudaram o anúncio desta infraestrutura, acreditando que podem ser fundamentais para as suas áreas.

“Agora, com o Banco de Fomento a liderar este consórcio e a juntar todos os grandes intervenientes em Portugal, é um sonho tornado realidade. Estou muito entusiasmada”, sublinhou Daniela Braga, revelando ter falado, há cinco anos, com vários responsáveis para apresentar um centro de excelência para a IA em Portugal.

“Na altura em que achava que a Europa ainda tinha uma hipótese de competir na corrida global à IA”, apontou, recordando o caso de Israel, “com o tamanho de Portugal e que se tornou um líder mundial no cyber em 10 anos com o apoio do Governo”.

O vice-presidente para a Interface Empresarial, Inovação e Empreendedorismo do Instituto Superior Técnico (IST), Pedro Amaral, referiu que Sines “tem três coisas muito, muito importantes” para o projeto: os cabos submarinos, o porto, e a energia, destacando a elevada produção de renováveis.

Já Rui Lobo disse que o objetivo é usar a IA e a computação para “revolucionar e modelar um novo modelo de indústria na defesa”. “Ter esta IA em Portugal já são boas notícias”, apontou.

No entender do responsável da empresa, a criação da gigafábrica em Sines pode ser um mecanismo para assegurar a soberania dos dados no lado europeu, em vez de na China ou nos Estados Unidos da América.

Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a Microsoft anunciou na terça-feira um investimento de 8.600 milhões de euros no centro de dados de Sines.

“Estamos a investir 10 mil milhões de dólares em Portugal, em Sines, com a Start Campus e a Nscale”, afirmou Brad Smith, em entrevista ao jornal de Negócios, explicando que este investimento “é maior do que todos os investimentos em centros de dados que a empresa já fez em Espanha”.

O Banco Português de Fomento em conjunto com privados entregou à Comissão Europeia uma proposta de candidatura para tentar atrair para Sines uma gigafábrica de IA, com um investimento previsto de quatro mil milhões de euros.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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