Manuel Castro Almeida defende controlo nacional da refinaria de Sines

O ministro da Economia e da Coesão Territorial diz que seria preferível que a refinaria de Sines continuasse a ser controlada a partir de Portugal, mas reconheceu que o acordo em negociação entre a Galp e a Moeve envolve exclusivamente empresas privadas.

“O Governo foi cauteloso, como deveria ser, e a ministra do ambiente também foi cautelosa. Disse que houve vantagens e desvantagens, ou vantagens e inconvenientes. Estamos cientes de uns e de outros. Pode olhar-se para esta operação como um copo meio cheio e meio vazio, é melhor assim do que ficarmos sem refinaria”, disse Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, em Lisboa.

“Era melhor termos uma refinaria totalmente controlada a partir de Lisboa. Agora, o ponto é este: estamos a falar de negócios entre empresas privadas”, acrescentou o governante sublinhando que a energia é um sector estratégico. O Estado detém, através da Parpública 8,2% do capital da Galp.

Ler mais: Negócio da GALP com a Moeve lança incerteza sobre refinaria de Sines

Segundo Manuel Castro Almeida, o dever do Governo “é acompanhar as negociações e procurar, na medida do possível, garantir o máximo de preservação” da soberania em matéria energética: “Esta é a preocupação que temos de ter. E também vou dizer uma coisa: se queremos exercer bem esta preocupação, quanto menos falarmos publicamente sobre isto, melhor”.

A solução é, no seu entender, dialogar, persuadir e convencer as pessoas e levá-las a perceber que, “às vezes, o interesse imediato da empresa pode não ser o mesmo que o seu próprio interesse de longo prazo”, garantindo que “haveremos de conseguir uma solução equilibrada que acautele o mais possível o interesse estratégico de Portugal”.

Em causa está o acordo não vinculativo assinado entre a Galp e os acionistas da Moeve (ex-Cepsa) – a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group – para avançar com discussões sobre a junção dos respetivos portefólios de ‘downstream’ (refinação, petroquímica e venda de combustíveis) na Península Ibérica.

Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia:

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