Os lotes em leilão, através da empresa especializada Leilosoc, dizem respeito ao complexo industrial da Marbrito, constituído por dois armazéns com uma área total de 36.133 metros quadrados, máquinas e equipamentos. Segundo a leiloeira, «os ativos podem ser adquiridos lote a lote ou através de dois tipos de combinação de venda».
A unidade industrial completa, incluindo imóveis e bens móveis, tem um valor base total de 4,9 milhões de euros e um valor mínimo de 4,2 milhões. O lote relativo apenas ao complexo industrial apresenta um valor base de quase 3,4 milhões e um valor mínimo de 2,8 milhões. Já o referente à totalidade dos equipamentos, blocos de mármore, chapas de mármore polido e linha de polimento automático de chapa, entre outros bens, está avaliado em 1,5 milhões de euros, com um valor mínimo de aproximadamente 1,3 milhões.
De acordo com a Leilosoc, o complexo é composto por «dois armazéns vocacionados para a atividade de corte e polimento de mármore, inseridos numa zona industrial consolidada e com excelentes acessos rodoviários», distinguindo-se «pela sua dimensão, funcionalidade e localização estratégica, sendo ideal para empresas do setor da pedra natural, logística ou unidades industriais que necessitem de amplas áreas de operação e armazenamento».
Em leilão encontram-se ainda dois terrenos com área total de 27.225 metros quadrados, avaliados num valor base de 28.300 euros e mínimo de 24.055 euros, localizados em Vila Viçosa numa zona «com forte potencial de valorização e múltiplas possibilidades de utilização, desde investimento a médio e longo prazo e apoio a atividades agrícolas ou logísticas». Estes terrenos beneficiam de isenção de IMT e Imposto de Selo.
Fundada em 1982, a Marbrito foi, durante décadas, «uma empresa de referência na indústria portuguesa de mármores», com produção centrada em «chapa serrada, chapa polida, pavimentos, revestimentos, ladrilhos de diversas medidas e espessuras, encomendas especiais ou trabalhos por medida».












