Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa o músico como “personalidade cimeira na guitarra portuguesa e no fado, ao longo de mais de cinco décadas, acompanhando um sem número de intérpretes”.
“Um símbolo inspirador para gerações de instrumentistas”, acrescenta o chefe de Estado.
Nesta nota de pesar, o Presidente da República lembra que condecorou António Chainho com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 2022, e apresenta “amigos e saudosos pêsames à sua família, companheiros de vida artística e admiradores”.
O “mestre da guitarra portuguesa”, como era referido pela crítica especializada, encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024, ano em que editou o seu último álbum, “O Abraço da Guitarra”, no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres.
António Chainho nasceu em S. Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, em 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960. Editou sete álbuns em nome próprio e um DVD, “Ao vivo no CCB”.
Gravou e tocou com nomes como Fernando Alvim, Teresa Salgueiro, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes, Hélder Moutinho, Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Nina Miranda, entre outros.
A vida e obra de António Chainho “marcaram de forma indelevel a música portuguesa e a projeção internacional” da guitarra portuguesa, afirma a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), também numa nota de pesar.
Referindo-se a António Chainho como “mestre da guitarra portuguesa, instrumento maior da nossa identidade cultural”, a SPA afirma que o guitarrista “manteve ao longo dos anos uma relação de proximidade, diálogo e partilha com a SPA, da qual foi beneficiário desde 1972 e cooperador desde 1981, acompanhando e apoiando ativamente a vida cultural e musical portuguesa”.
Em 2022, a SPA atribuiu-lhe o Prémio Consagração de Carreira, “homenageando, desta forma, o conjunto da sua obra”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Tiago Canhoto/Lusa












