«A ferrovia é essencial para aproximar pessoas, melhorar a mobilidade, aumentar a competitividade da região e ligar o Baixo Alentejo aos principais corredores nacionais», afirma Marcelo Guerreiro.
Em entrevista à Pax, o presidente da Federação do PS do Baixo Alentejo atribui o atraso na modernização da ligação Casa Branca–Beja a «uma incapacidade continuada do Estado para transformar decisões e compromissos em obra dentro de prazos razoáveis», e recusa que a intervenção termine em Beja: «Não desistiremos da ligação entre Beja e a Funcheira.»
Na área da saúde, o dirigente socialista exige «sem mais demoras» a ampliação e requalificação do Hospital de Beja, processo que, sublinha, foi decidido ainda no Governo do Partido Socialista, mas que «há mais de dois anos» não regista «nenhum passo efetivo».
Segundo Marcelo Guerreiro, as instalações desadequadas «condicionam o trabalho dos profissionais» e «tornam mais difícil atrair e fixar médicos, enfermeiros e técnicos». Exige também financiamento integral para os cuidados de saúde primários.
Questionado sobre habitação, o dirigente socialista defende que o tema deixe de ser tratado apenas como resposta social e passe a integrar o «desenvolvimento regional». E propõe um programa específico para os territórios de baixa densidade, assente na reabilitação de património devoluto, no arrendamento acessível e no apoio à fixação de «médicos, enfermeiros, professores, forças de segurança e outros profissionais fundamentais».
Marcelo Guerreiro diz ainda à rádio Pax estar apostado numa oposição «responsável, mas firme», reconhecendo «decisões positivas» do Governo, mas recusando «anúncios sem calendário» ou «compromissos sem financiamento».
Entre as prioridades para o território incluiu também uma ligação rodoviária eficiente entre Beja e a A2, com «projeto, financiamento, calendário e execução».










