O prémio de cariz bienal, promovido pela Associação de Escritores do Alentejo (ASSESTA) em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e a Câmara de Beja, teve em 2026 um «número recorde» de 50 trabalhos a concurso. O júri, formado por António Saez Delgado, Fernando Évora e Sara Rodi, reuniu-se no dia 14 deste mês e elegeu como vencedora a obra de Maria Bárbara Dias Loução.
Segundo a ASSESTA, o trabalho vencedor é «um texto que mistura elementos próprios da reconstrução histórica com outros mais próximos da vida tradicional alentejana, articulando uma interessante evolução sentimental e psicológica das suas personagens principais» — «um notável fresco humano e histórico, onde os destinos individuais se inserem em processos coletivos e sociais mais amplos». O romance é ambientado entre o Alentejo, os Açores e Moçambique e, «misturando ficção e realidade, explora temas como o exílio, a identidade, o colonialismo e o conflito de culturas, partindo de experiências pessoais para entender a complexidade histórica do período compreendido entre finais do século XIX e o início do século XX».
Natural de Almada, Maria Bárbara Dias Loução tem 59 anos e é atualmente professora na ilha Terceira, nos Açores. Em 2024, publicou o seu primeiro livro, Maré Distante, numa edição de autor.
O Prémio Literário Joaquim Mestre tem como objetivos promover, defender e valorizar a língua portuguesa e a identidade e diversidade cultural da região do Alentejo, incentivando a criação literária na modalidade de romance — homenageando ao mesmo tempo o romancista e contista alentejano Joaquim Mestre, já falecido. A cerimónia de entrega de prémios e lançamento da obra vencedora terá lugar em novembro, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja.
Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: D.R.










