Natural de Moura, Mário Zambujal construiu uma longa carreira no jornalismo, tendo trabalhado em órgãos como “A Bola”, “Record”, “O Século” e “Diário de Notícias”. Ao longo do seu percurso profissional, foi também diretor do semanário “Tal & Qual” e da revista “Se7e”, além de ter mantido uma ligação relevante à RTP, onde participou em diversos projetos televisivos.
Na literatura, destacou-se sobretudo com o romance “Crónica dos Bons Malandros”, publicado em 1980, obra que alcançou grande notoriedade e que viria a conhecer adaptações para cinema, televisão e teatro. O livro tornou-se um dos títulos mais reconhecidos da ficção portuguesa contemporânea.
Ao longo de várias décadas, Mário Zambujal afirmou-se como uma figura influente da cultura portuguesa, conciliando o jornalismo com a escrita de ficção, crónica e comentário. O seu trabalho ficou associado a um estilo marcado pelo humor, pela ironia e pela observação da sociedade portuguesa.
Nascido em 1936, em Moura, Mário Zambujal manteve sempre uma ligação afetiva às suas origens alentejanas. Ainda criança viveu na Amareleja, antes de a família se fixar noutras regiões do país, vindo mais tarde a estabelecer-se em Lisboa, onde desenvolveu grande parte da sua carreira.
Em comunicado, a Câmara de Moura manifestou o seu “mais profundo pesar” pela morte de Mário Zambujal, que “manteve sempre uma ligação afetiva às suas origens alentejanas”.
“Autor prolífico, Mário Zambujal conquistou sucessivas gerações de leitores com o seu humor subtil, o apurado sentido de observação e a forma singular de retratar a sociedade portuguesa”, acrescenta a autarquia”, recordando “com orgulho o seu percurso e o nome que levou da sua terra natal a todo o país”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Estela Silva/Lusa/Arquivo












