O festival chegou a estar marcado para este fim de semana, mas foi adiado devido ao mau tempo previsto. Segundo o município, a decisão foi tomada após a análise das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que indicam que o tempo «não vai permitir a realização das atividades ao ar livre».
Com o adiamento, a autarquia diz assumir como «prioridade máxima» garantir «a segurança de todos os visitantes, expositores, artesãos e equipas de organização», acrescentando que a mudança permite «manter todas as atividades planeadas, desde a animação de rua aos espetáculos de palco e no castelo, com a qualidade habitual».
A abertura está marcada para sexta-feira, dia 9, com o grande cortejo inaugural «A Celebração dos 800 Anos», pelas ruas da vila, a partir das 18h00, seguido da leitura do auto de abertura oficial, nos Paços do Concelho. Para o município, o primeiro foral é o que «oficializou a vila no seio do Reino de Portugal».
Na sexta-feira e no sábado, pelas 21h30, o destaque vai para o espetáculo «Marvão – Onde a História Toca o Céu», que conta «a viagem do rei pela memória da vila». «Guiado por um enigmático mestre de cerimónias, D. Sancho II é conduzido numa viagem através da memória de Marvão.
Das marcas deixadas por Roma e pela antiga Ammaia, aos séculos de domínio islâmico; de Ibn Marwan, cuja memória permanece ligada ao nome da vila, às lendas, amores e conflitos de uma terra disputada por diferentes povos; das conquistas de D. Afonso Henriques, ao nascimento de um novo reino», descreve a autarquia, sublinhando que nas duas noites vai ser contada a história em que, «antes de ser Portugal, Marvão já era Marvão». O encerramento faz-se no domingo, dia 11, com um cortejo pelas ruas da vila, às 18h30.
Ao longo dos três dias, na parte alta da vila, o Mercado das Três Culturas dá a conhecer, segundo a mesma fonte, «os produtos, saberes e sabores das culturas islâmica, judaica e cristã, tão presentes na fundação de Marvão». O programa inclui ainda uma área com oficinas e artesãos a trabalhar ao vivo, acampamentos militares, exposição de armas, oficina de esgrima, tiro com arco, jogos e carrosséis medievais, e uma mostra de animais da quinta, serpentes e cetraria.
A entrada custa dois euros e é gratuita para menores de 12 anos, revertendo a totalidade da receita para cinco instituições particulares de solidariedade social do concelho.










