Marvão comemora oito séculos da atribuição do primeiro foral

Atividades culturais, desportivas, gastronómicas e espetáculos musicais preenchem o programa das comemorações dos 800 anos do primeiro foral atribuído a Marvão, que arranca sábado e decorre ao longo do ano.

Segundo a autarquia, no próximo sábado, além do arranque das celebrações dos 800 anos do primeiro foral, vão também ser assinalados os 128 anos da restauração da independência do concelho.

O primeiro foral atribuído a esta histórica vila deu a independência ao concelho, o qual, em 1226, abrangia praticamente todo o distrito de Portalegre e um vasto território da província de Cáceres (Espanha).

As comemorações têm início pelas 15h00 de sábado, com uma exposição sobre bordados com casca de castanha, no Museu Municipal de Marvão, seguindo-se, uma hora depois, na Casa da Cultura, a conferência “Primeiro Foral de Marvão e a Restauração da Independência”, com a participação da professora Hermínia Vilar.

O Trio Ensemble Régio também atuará nessa tarde, às 17h30, no mesmo espaço e, às 19h00, decorrerá um espetáculo de fogo-de-artifício, lançado a partir do Castelo de Marvão.

Ao longo do ano, revela o Município, a efeméride vai continuar a ser celebrada, através da realização de quinzenas gastronómicas e atividades culturais e desportivas.

Uma das atividades programadas é a tradicional Boda Régia, prevista para julho, numa parceria com o Ayuntamiento (município) de Valência de Alcântara, em Espanha, no âmbito da qual é recordado o casamento entre o Rei D. Manuel I e a Infanta Isabel.

Em outubro, terá lugar o festival islâmico Al Mossassa, que tem como objetivo recordar a época da fundação de Marvão pelo guerreiro Ibn Maruan, no século IX, enquanto, em novembro, realiza-se a Feira da Castanha.

Foi o Rei D. Sancho II que, há oito séculos, atribuiu o primeiro foral e reconheceu a importância da povoação serrana de Marvão, que impedia os avanços militares de Castela, garantindo a soberania portuguesa. “Uma data redonda que enche os marvanenses de orgulho”, congratula-se o município.

Depois, em 1898, o concelho “voltou a assegurar a sua soberania”, agora em relação a Castelo de Vide, “dando às suas gentes o controlo da terra”, evoca a Câmara, aludindo aos 128 anos da restauração do concelho.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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