Além das recriações históricas, o festival islâmico Al Mossassa conta com espetáculos de música, dança, fogo, artes circenses, artesãos a trabalhar ao vivo, cavaleiros em duelos de espadas, encantadores de serpentes e falcoeiros.
A 18.ª edição do festival conta ainda com a participação de bobos, trapezistas, acampamentos militares (cristão e árabe), uma exposição de armas, oficinas de esgrima e tiro com arco, jogos para crianças e muito mais.
A parte alta da vila de Marvão vai servir por sua vez de palco para recriar o Mercado das Três Culturas, com um leque de produtos, saberes e sabores das culturas islâmica, judaica e cristã à disposição dos visitantes.
De acordo com o Município, “um dos grandes destaques” desta edição será o espetáculo “O Voo Enamorado das Águias”, que conta a história de um guerreiro vindo do Saara e uma donzela cristã que desafiam a fé, a tradição e uma guerra, para se entregarem a um amor impossível e que se torna numa lenda eterna.
“A ilustração do espetáculo nas muralhas do castelo, com recurso ao vídeo ‘mapping’, complementada pelo sincronismo da pirotecnia, música e dança, em vários momentos da encenação, promete surpreender”, refere fonte autárquica. Será nos dias 03 e 04 de outubro, pelas 21h30.
Outra das novidades será a construção de uma escultura de Ibn Marwan, sendo uma peça, com “cerca de meio metro de altura”, criada e trabalhada ao vivo, ao logo dos três dias do festival.
“Uma vez mais, o Festival Al Mossassa volta a ter o estatuto de EcoEvento, pela adoção de boas práticas ambientais. Para esse efeito, vão ser colocadas ilhas de reciclagem no recinto, de forma a incentivar à correta separação dos resíduos, e disponibilizados copos reutilizáveis, que podem ser adquiridos nas tabernas, por um valor simbólico” acrescenta a mesma fonte.
A entrada no evento tem um custo de dois euros, revertendo a eventual receita de bilheteira a favor de instituições particulares de solidariedade social do concelho de Marvão.
Ibn Maruan foi um líder militar e religioso sufista, considerado o fundador de Marvão e de Badajoz (Espanha). A partir das duas localidades constituiu o seu reino independente, que se espalhava pelo Alentejo. Mandou edificar o Castelo de Marvão, na altura denominado Fortaleza da Ammaia, e ficou conhecido pela sua astúcia e caráter aguerrido, tendo, ao longo da sua vida política, oscilado nas amizades entre cristãos e mouros.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












