Mau tempo: bombeiro de Campo Maior morre em operação de vigilância

Bombeiro voluntário e militar da GNR, José Canastreiro, de 46 anos, morreu durante uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância associada ao mau tempo, na Estrada Nacional 373, numa "zona de confluência" com o Rio Caia.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que não especificou as circunstâncias em que ocorreu o óbito, indicou apenas que o alerta foi dado “por volta das 13h30”.

A GNR acrescenta que a vítima, além de bombeiro, é também militar da Guarda no Posto Territorial de Campo Maior.

A ANEPC emitiu uma nota de pesar nas suas redes sociais, indicando que a operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância em que o bombeiro estava envolvido decorria na Estrada Nacional 373, numa zona de confluência com o rio Caia, em Campo Maior.

Na sua nota de pesar, a ANEPC endereçou “as (…) mais sentidas condolências à família, aos amigos, ao corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Maior e a todos os bombeiros e agentes de proteção civil empenhados nas operações de proteção e socorro, no âmbito das condições meteorológicas adversas que afetam Portugal continental”.

“Neste momento de dor e consternação, a ANEPC deixa uma palavra de profunda gratidão a todos os homens e mulheres que, com coragem e sentido de missão, colocam a sua vida em risco para proteger a vida e os bens dos seus concidadãos”, acrescenta.

Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Pedro Tomé, lamentou a morte do bombeiro da sua corporação, sublinhando que o pessoal ficou “em baixo”, com o ocorrido.

Pedro Tomé explicou que a morte deste bombeiro ocorreu no desenrolar de uma ação de patrulhamento e vigilância devido ao mau tempo, “e algo se passou, [ele] sentiu-se mal, algo deste género, e entrou numa linha de água”.

O comandante revelou ainda que, na sequência desta situação, já deu entrada na corporação uma equipa de psicólogos que vai acompanhar os restantes elementos da corporação.

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