Fonte da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) indica que o porto de Sines encerrou o ano passado com “um total de 42,1 milhões de toneladas” de volume movimentado em todos os seus terminais, que representa “um decréscimo de 12% face ao ano anterior”.
“Foram diversos fatores que contribuíram para este resultado, desde logo condicionado pelas condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir nos meses de inverno de 2025”, refere a administração portuária, segundo a qual o mau tempo registado naqueles meses levou “a um cenário atípico em Sines de impossibilidade ou muito condicionamento na operação de navios durante 26 dias”.
“No caso particular dos granéis líquidos” – revela – “acresce a paragem técnica da refinaria da Galp, no último trimestre do ano, que levou a um decréscimo da ordem dos três milhões de toneladas face a 2024, totalizando o Terminal de Granéis Líquidos um volume movimentado da ordem dos 18 milhões de toneladas”.
Para este ano, a APS diz esperar “boas perspetivas” no segmento de granéis líquidos, lembrando a requalificação deste terminal para o adaptar “a movimentação de novos combustíveis verdes, contribuindo desta forma para o aumento da capacidade operacional da infraestrutura”.
A administração portuária destaca “a resiliência” do Terminal de Gás Natural Liquefeito, que, apesar da “forte pluviosidade” em 2025 que condiciona a importação deste gás para produção de energia, “registou índices de movimentação similares a 2024, garantindo o fornecimento de 96% das necessidades do país”.
Já ao nível da carga contentorizada, o Terminal de Contentores de Sines registou 1,7 milhões de TEU (contentores de 20 pés), correspondendo a um decréscimo de 10% face a 2024, que “não ficou alheio a alguma instabilidade laboral verificada em 2025”, numa situação que “ficou sanada no final do ano, perspetivando-se um cenário de estabilidade para o futuro”.
A APS destaca ainda “o crescimento de 4% registado na carga import/export”, explicando que este resultado foi impulsionado pelo “tráfego com o hinterland” e pela “oferta competitiva de Sines aos importadores e exportadores ibéricos”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












