“Fundamentalmente, as consequências registaram-se nos arruamentos dos espaços urbanos e, em muitos casos, nas estradas municipais”, diz o presidente da CIM do Baixo Alentejo, António José Brito, destacando, “por ser o mais grave e evidente, o problema registado no concelho de Mértola, onde o crescimento relevante do caudal do Rio Guadiana causou os maiores problemas e danos”.
“Só Mértola soma prejuízos que atingem perto de nove milhões de euros”, indica o presidente da CIM, considerando tratarem-se de “consequências muito relevantes, pela negativa, porque inesperadas” e defendendo que, “para serem resolvidas, estando completamente fora do quadro orçamental das autarquias, precisam de apoios concretos e rápidos”.
Por isso, o levantamento dos prejuízos foi entregue, na segunda-feira, à CCDR do Alentejo, “que está a coordenar este processo”, explica António José Brito, acrescentando que houve também a possibilidade de reunir com o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo que lhe foram transmitidas “as enormes dificuldades agora sentidas”.
“A nossa expectativa é que o Governo seja célere e capaz de dar respostas concretas, respostas a tempo e que permitam resolver estes danos com tão grande dimensão”, indica, considerando que “a agilidade nas análises e a rápida atribuição de verbas às câmaras municipais será fundamental” para resolver os problemas causados pelo mau tempo e sublinhando que, para tal, “o Governo não pode fugir às suas responsabilidades”.
“O Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) é uma boa medida, que tem de passar do papel, e acreditamos que isso vai acontecer”, prossegue António José Brito, segundo o qual “as câmaras municipais, sobretudo as que têm orçamentos curtos e muito comprometidos, se não tiverem apoio do Governo, a partir dessa ferramenta, ficarão reféns destes problemas, porque não terão capacidade de os resolver com a celeridade que se justifica”.
“Estamos confiantes que nenhum município vai ficar para trás, embora reconheçamos, obviamente, que há uns casos mais graves do que outros”, refere.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Município de Mértola/D.R.












