Mau tempo provocou prejuízos de 80 milhões de euros em Odemira

O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, calcula em mais de 80 milhões de euros os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho, afetando infraestruturas municipais e nacionais, o sector agrícola e a rede de abastecimento de água.

“Neste momento, estamos acima dos 80 milhões de euros de prejuízos globais” em várias infraestruturas municipais e nacionais e também no sector agrícola, diz o autarca, revelando que o montante global foi apurado por uma equipa de missão, criada recentemente, em parceria com as juntas de freguesia, o setor privado e outros agentes envolvidos.

Além do sector agrícola, “que reportou 30 milhões” de euros de danos, o autarca refere que foram também afetadas várias “estruturas municipais”, como “estradas, pavilhões, infraestruturas ribeirinhas associadas ao rio [Mira] e dos portinhos de pesca” do concelho, num montante de “35 milhões de euros”.

Também “a rede rodoviária nacional” que atravessa o concelho terá sofrido “prejuízos muito próximos dos 10 milhões de euros”, acrescenta o autarca de Odemira, concelho em que esteve ativado, entre os dias 04 e 20 deste mês, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

“Temos duas estradas nacionais cortadas, quatro estradas municipais com fortes limitações e constrangimentos de circulação, duas delas até encerradas”, sendo que uma destas vias “faz a ligação entre o concelho de Odemira e o concelho de Monchique”, relata.

Hélder Guerreiro defende ainda uma avaliação do “canal condutor geral”, que faz a ligação entre a albufeira de Santa Clara e as estações de tratamento de água (ETA), que também sofreu “danos muito consideráveis”, tendo ficado obstruído “durante mais de uma semana”.

“Ainda assim não se conhece a dimensão dos danos” nesta infraestrutura, “que é absolutamente crítica para 30 mil pessoas [e] para uma atividade produtiva [agrícola] que gera mais de 300 milhões de euros de exportações por ano”, alerta.

Por isso, diz não compreender o motivo pelo qual o concelho de Odemira, que contabiliza “perto de 20” pessoas deslocadas, e “duas definitivamente desalojadas”, ainda não está incluído na lista de municípios em situação de calamidade.

“Se Odemira não passou por uma calamidade, então não sei o que é de facto uma calamidade”, enfatiza o autarca, que revelou ter enviado o primeiro pedido ao Governo para inclusão na lista de municípios nesta situação “há pelo menos uma semana e meia”, o que coincidiu com a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, sem que tenha obtido resposta.

“Agora voltamos a reiterar esse pedido para que o Governo olhe com critérios para aquilo que foram os danos que o concelho de Odemira teve” e o insira “naquilo que é um território” afetado pelo mau tempo, com prejuízos ao nível da “estrutura social e económica”, conclui.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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