O acordo prevê operações de limpeza e estabilização de margens, a reposição de equipamentos de apoio à navegação entre Mértola e o Pomarão e o desassoreamento do rio em vários pontos críticos, nomeadamente no troço entre a foz da ribeira de Oeiras e a ribeira de Carreiras.
Com esta intervenção, o município refere que será possível «restabelecer as condições de segurança e navegabilidade do rio, bem como salvaguardar os valores ambientais e paisagísticos associados ao território, contribuindo para a valorização do rio como recurso natural e turístico».
«Este investimento permite-nos concretizar este projeto maior para o território e muito importante para o desenvolvimento de Mértola», disse à agência Lusa o presidente da câmara, Mário Tomé, destacando a importância da intervenção para recuperar a navegabilidade do rio Guadiana.
O autarca lembra que o mau tempo registado em fevereiro agravou a situação no rio, com a acumulação de sedimentos em «zonas críticas» a não permitir a navegabilidade até Mértola. «Portanto, do problema que houve, nasceu uma oportunidade de excelência».
O eixo central da intervenção será a dragagem do Guadiana, precisamente para «permitir essa navegabilidade», referiu Mário Tomé, segundo o qual o protocolo assinado com a Agência Portuguesa do Ambiente e com o Fundo Ambiental permite avançar com «a limpeza imediata do rio».
A médio prazo, garante, será concretizado «um dos projetos mais importantes para o território», o desassoreamento do Guadiana, que classifica como «uma mais-valia do ponto de vista turístico», permitindo «tornar o rio navegável», mas sem perder «o conceito maior, que é o Guadiana selvagem».
O investimento integra outras duas «variáveis» de menor dimensão, incluindo a recuperação das margens do rio e da frente ribeirinha, numa intervenção de 400 mil euros já executada, e a recuperação de 10 estruturas náuticas «de apoio à atividade turística e piscatória».
O contrato-programa foi assinado em Alcácer do Sal, no decurso de uma visita da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, a um dos municípios mais afetados pelas cheias.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












