Mesa Administrativa da Misericórdia de Serpa demite-se em bloco

A Mesa Administrativa da Misericórdia de Serpa demitiu-se em bloco, após ter sido chumbada a proposta para a gestão partilhada de valências da instituição com um grupo de saúde privado.

Em declarações à Lusa, a provedora demissionária da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, Maria Isabel Estevens, indicou que o pedido de demissão foi apresentado na quarta-feira ao presidente da assembleia-geral.

«Não teve a ver propriamente com o chumbo» desta proposta apresentada pela Mesa Administrativa em reunião da assembleia-geral, na segunda-feira, mas «com a falta de condições para prevenir esse chumbo», afirmou a responsável.

Maria Isabel Estevens justificou a decisão com «a forma como a assembleia decorreu», considerando que na reunião «poderiam ter sido revistas e melhoradas» as condições da proposta de contratos com o grupo privado, o que, disse, não aconteceu.

«Agora, apesar de os contratos ainda poderem beneficiar de melhorias, atendendo às sugestões dos irmãos [associados], encontramo-nos fora do tempo para integrar as alterações», referiu.

Aludindo a outro dos motivos que levaram a esta decisão, a provedora demissionária defendeu que qualquer administração «deve sentir apoio e um trabalho em rede, principalmente aquelas que estão no seu pior» momento. «E aquilo que fomos tendo como provas é que, de facto, isso não aconteceu ao longo dos tempos», sublinhiu.

Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, na assembleia-geral de segunda-feira, os associados da Santa Casa rejeitaram a proposta para que a Misericórdia e o Grupo LA Health formalizassem dois contratos de gestão partilhada para as áreas social e da saúde da instituição.

A proposta previa um contrato para a gestão da estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI) e da unidade de cuidados continuados integrados (UCCI) e um outro de consultadoria e mediação na área da saúde.

Uma resposta

  1. Ao entregarem a gestão do Hospital S. Paulo, a grupo(s) privados é a mesma coisa “matar” a saúde em Serpa. Não se esqueçam que a maioria da população do nosso Alentejo, vive da agricultura. Eu seio que hoje é diferente do meu tempo, (Estamos a falar dos anos 70/80). Quem viu esse Hospital e quem o vê nem quero acreditar. Em 2025, parei em frente do edifício. a minha primeira reação: quem de viu e quem de vê. TRISTEZA !!! ). Será que não é possível recuperar o Hospital ??? Senhor Presidente da Câmara de Serpa. O seu papel é chatear o governo até á modula. Esgotar todo(a)s alternativas. O povo do Baixo Alentejano precisar URGENTEMENTE do Hospital. Senhor Presidente, vá para a comunicação Social (ex: Correio da Manhã), dê voz ao povo de Serpa. Acredite o povo está consigo !!!

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