«O projeto partiu da construção de uma natureza-morta com elementos recolhidos no jardim da instituição, como laranjas, flores, pedras e pinhas, organizados sobre uma mesa, que foi sendo alterada ao longo da semana de residência e criação do projeto», refere a nota de apresentação da exposição.
«A partir deste referente partilhado, cada participante desenvolveu uma interpretação própria, explorando diferentes enquadramentos e pontos de vista», acrescenta o texto. «O conjunto resultante afirma-se como um dispositivo visual articulado, em que cada tela, sendo autónoma, integra uma composição mais ampla.»
«Tal como um puzzle ou um tableau, estas pinturas recompõem a mesa inicial numa imagem plural, onde a diversidade de olhares revela não apenas o objeto observado, mas também a singularidade de cada gesto e de cada forma de ver», adianta a mesma fonte.
Horácio Frutuoso vive e trabalha em Lisboa e estudou pintura na Faculdade de Belas Artes do Porto, instituição que lhe atribuiu o prémio de aquisição na conclusão do curso, em 2012/2013.
Durante o período em que viveu na cidade do Porto, esteve envolvido na criação e direção de vários projetos artísticos, entre os quais o Sintoma, o Painel e o Expedição, indica ainda a nota.
«A sua prática artística desenvolve-se no campo da pintura e do desenho gráfico, explorando códigos e simbologias da linguagem, relações históricas e de representações sociais», refere o texto de apresentação, acrescentando que Frutuoso tem também desenvolvido, com regularidade, projetos editoriais, mantendo uma colaboração com o Teatro Praga desde 2016.










