Segundo fonte do Museu, o termo latino lucubratio «designa, na sua acepção mais literal, o trabalho realizado à luz de uma vela», evocando «um tempo em que o estudo e a criação dependiam da claridade de uma ténue chama perante a escuridão».
A mesma fonte acrescenta que o conceito remete também para «o pensamento que se desenvolve no silêncio da noite, quando a ausência de distrações sensoriais permite uma concentração absoluta», estabelecendo uma ligação simbólica com a própria essência da fotografia.
Natural de Évora, onde nasceu em 1988, Miguel Cruz de Carvalho é licenciado e mestre em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora, contando ainda com uma pós-graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A exposição “Lucubratio” é composta por duas séries, “Sistemas Alóctones” e “21 – 00”. Segundo o Museu, alóctone «significa que não é natural do território onde vive; que não tem origem no local onde se encontra ou se manifesta», enquanto «21 – 00 refere-se ao sistema romano de medição do tempo, pois a noite dividia-se em quatro turnos de três horas».
A mostra fica patente até 14 de junho de 2026, convidando o público a «descobrir este esplêndido e meticuloso trabalho que persegue o encontro dos fluxos da luz na noite escura», conclui fonte do Museu.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












