«Confirma-se a instauração de inquérito. Até ao momento, não foram constituídos arguidos», indicou fonte da PGR à Lusa.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central confirmou a existência de um «surto de doença respiratória» no lar, «no contexto do qual foi identificado laboratorialmente infeção por vírus influenza A», ou seja, gripe A.
A ULS do Alentejo Central explicou que, dos 38 utentes que estavam no lar no início do surto, no domingo, quatro morreram, mas apenas num dos casos está confirmada a infeção por influenza A.
Dois dos idosos morreram no lar, entre domingo e terça-feira, mas nenhum destes casos «apresenta confirmação laboratorial de infeção por vírus influenza A, pelo que, nesta fase, não é possível estabelecer uma relação entre os óbitos e o agente identificado», acrescentou a unidade local de saúde.
As outras duas mortes aconteceram já no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), mas, após testes laboratoriais, foi «confirmada a infeção por vírus influenza A apenas num deles», enquanto o outro deu negativo.
Neste momento, de acordo com as informações divulgadas hoje pela ULS do Alentejo Central, três utentes infetados com gripe A estão internados no HESE, um outro está em observação na urgência e no lar encontram-se 21 utentes com sintomas compatíveis com o vírus.
A provedora do lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, Ermelinda Xarepe, esclareceu que os quatro utentes que morreram, dois homens e duas mulheres, tinham «entre 89 e 95 anos», acrescentando que o lar foi informado da existência «do surto de gripe A» na instituição pela Saúde Pública, a qual, na quinta-feira, efetuou «uma vistoria às instalações e confirmou que as medidas implementadas estão corretas».
«Temos estado a tomar várias medidas, como a proibição de visitas, e já foi efetuada uma limpeza profunda e desinfeção das instalações», assinalou. Além disso, continuou, os utentes infetados «estão medicados para a gripe e isolados», ou seja, «estão nos quartos e têm uma sala separada daqueles que não têm sintomas».
A provedora afirmou não saber «qual a origem do surto» e acrescentou que também duas funcionárias estão doentes: «Estão em casa, de baixa, porque foram ao médico e estão medicadas para a gripe, mas não fizeram testes». No lar, «todos estão calmos, funcionários e utentes», salientou Ermelinda Xarepe, que disse estar convencida de que «as medidas tomadas esta semana poderão normalizar a situação».










