«Este acordo é fundamental, mas é preciso fazer o resto e já temos pouco tempo», afirmou Ana Paula Martins após a assinatura do protocolo para construção dos acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas do Hospital Central do Alentejo, num investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros.
Em declarações aos jornalistas, a governante lembrou que, a partir de agora, o tempo terá de «ser cronometrado para que nada falhe».
A ministra explicou que, com este acordo, a Câmara de Évora (PS) «assume a coordenação e execução das infraestruturas externas, incluindo os procedimentos de contratação pública e a condução dos processos de aquisição ou expropriação» de terrenos.
Já ao Governo compete «fazer o financiamento atempado para que estas obras possam iniciar-se», adiantou, prevendo que haja condições para que as empreitadas possam arrancar já a partir de abril. «Não teremos de vir de charrete ou de outra forma qualquer porque teremos os acessos», disse a ministra, congratulando-se: «Desta vez, conseguimos concretizar este protocolo».
Depois de aludir a dificuldades na empreitada e nas negociações com a anterior gestão CDU do município, Ana Paula Martins foi perentória: «Agora já não podemos mesmo falhar».
«Este hospital podia já ter acabado e reconhecemos que o projeto enfrentou atrasos ao longo do percurso, alguns deles são consequência natural da sua dimensão e complexidade», frisou a ministra, segundo a qual a obra do hospital está agora «cerca de 80% concluída», estimando-se que a parte de construção civil possa estar finalizada em junho de 2027.
«Depois, há licenciamentos e testes para fazer», observou, salientando que «um hospital desta envergadura precisa de seis meses, pelo menos, de testes de instalações».
Ana Paula Martins assegurou que a empreitada «tem de estar concluída, até por causa dos fundos europeus, até ao final do ano 2027».
Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, destacou o diálogo que manteve sobre o novo hospital com o Ministério da Saúde, Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, Administração Central do Sistema de Saúde e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.
«Houve bom senso e uma vontade grande de chegarmos a um acordo. Ainda faltam algumas peças do puzzle, mas está criado o espírito para podermos chegar a bom porto», vincou o autarca socialista.
A assinatura da atualização deste protocolo vinha a arrastar-se há algum tempo e, em abril de 2025, o antecessor de Zorrinho no Município de Évora, o então presidente Carlos Pinto de Sá, disse que o acordo, assinado em junho de 2023, tinha de ser alterado para atualizar valores e prazos.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa












