Ministra do Ambiente «barrada» no acesso à praia da Galé-Fontainhas

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, foi obrigada a passar por um torniquete para aceder à praia da Galé-Fontainhas, em Grândola — uma barreira física que Maria da Graça Carvalho considera «não estar de acordo com o espírito de praia pública» num país onde as praias são, por lei, de acesso livre.

«Esta questão vai ser resolvida, eles não podem estar a barrar. E não é um grande empreendimento como foi dito nos canais de televisão: é um parque de campismo e a justificação que nos deram foi porque as pessoas têm bens, eles que não estão a barrar, mas querem saber quem entra por questões de segurança», assegurou a governante.

Maria da Graça Carvalho sublinhou que «as praias em Portugal são públicas e têm acesso público».

A ministra explicou que visitou recentemente vários troços da costa entre Tróia e Melides, acompanhada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e por representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tendo identificado apenas um caso em que o acesso à praia é feito através de torniquete.

«Há uma, na verdade, que tem um torniquete e nos perguntam o nome», afirmou, acrescentando que regressou posteriormente ao local de forma discreta para confirmar a situação. «Deixaram-me entrar através do torniquete. Nesse dia não me perguntaram o nome, mas deixaram-me entrar», relatou.

De acordo com a ministra do Ambiente, o parque de campismo da Galé-Fontainhas, no concelho de Grândola, é uma infraestrutura que existe «há cerca de 40 anos» e cuja situação o Governo pretende regularizar. «Eles têm de ter um caminho público para a praia. Esse é um dos problemas», afirmou.

Sobre as preocupações ambientais relacionadas com a ocupação da área, a ministra defendeu a implementação de medidas de renaturalização.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

29 Responses

  1. Um País Maravilhoso a ” saque” . Vendido por milionários com a conivência dos Governantes eleitos pelos Portugueses….
    “Cheira” a muita corrupção ….

    1. É um parque de campismo, numa Câmara comunista. Não estou a ver que sejam milionários…

  2. Quem licenciou isto?
    A Câmara de Grandola assobia para o lado…
    Os ps e o pcp que lederaram e lideram esse município … estão calados … em nome e defesa do Povo…
    É o país e a dita esquerda a defender os trabalhadores …
    Felicito este jornal por estar atento ao problema.

    1. O teu governo AD , está em função já lá vai 3 anos o que fez , nada assobia para os cães ( TACHOS)

    2. Se isto é com o PCP e o PS a governarem o Concelho, o que seria com o PSD e o Chega no lugar deles?

  3. É vergonhoso as nossas praias ,sim nossas porque sou Alentejana com muito orgulho e se quero ir à praia como Comporta, Carvalhal e muito mais o que eram as nossas praias agora são as praias dos ricos ,se queremos levar o carro pagamos ums pequena fortuna pelo dia todo,para não falar dos empreendimentos de uma casinha que custa 1 milhão de euros e em zonas que antigamente eram zonas protegidase nem campismo selvagem podiamos fazer agora qualquer um que tenha uns bons tostões vai à Camara de Grandola e vê tudo aprovado ,que vergonha de país, uns com tanto e outros sem nada ….

      1. Que tem a ver o Chega com este problema amigo? O partido tem 6 anos os outros todos juntos andam lá a mais de 50!!!! Só pode tar a brincar informe se primeiro Passe bem

        1. É a 2ª força política representada na AR e não se conhece a sua posição sobre este assunto. Ah, se fosse com imigrantes era ver o chefe berrar, ladrar e mentir com todos os dentes!

      2. Com o concluiu do PCP que esteve na presidência da Câmara de Grândola por largos anos, e retirou o estatuto de reserva ecológica nacional à península de Tróia, a partir daí foi só guindastes.

  4. Não se trata somente dos acessos às praias e então a destruição de toda aquela envolvente! dunas, as árvores que já foram arrancadas.
    Não era uma zona protegida? Já para não falar da água que vai ser gasta para a rega dos campos de golfe
    Vendem o nosso país ao grande capital
    Bandidagem

    1. Nem mais!
      A AR assobia para o lado e a ministra visita os locais menos graves para “branquear” o que se passa…

  5. Isto é tudo mentira. Antes de ser do Costa Terra eracum parque de campismo privado que barrava a entrada às pessoas. Eu fui barrada. Neste momento e já não sendo um parque de campismo privado pois pertence ao Costa Terra , pode se passar mediante apresentação decid porque moram lá trabalhadores . É normal.

  6. Os mais antigos devem lembrar-se,que no ínicio da construção de Vimoura houve dua cancelas do lado de Quarteira guardadas por guardas armados de pistola á cintura e outra do lado da en 125 felizmente a cml acabou com esse forrobodó ! O capitalismo a voltar á carga !

  7. Grande desculpa!!! Então também se veda a entrada nas cidades, vilas, aldeias? Para entrarmos nas cidades ninguém nos pergunta o nome e também lá moram muitos mais trabalhadores que aí…

  8. Antes era um parque de Campismo sim senhor e como tal entrava quem estivesse acampado ou os alvélos, mas quem ía só para a praia deixava o seu nome na entrada, mas existia junto ás moradias isto é junto ao parque um acesso á praia e que criava também problemas ao parque porque desciam pelo caminho e subiam para o parque, mas tudo funcionava sem problemas.
    Agora nada funciona: As casas de madeira ( que eram alugadas pelo parque) estão destinadas a empregados e amigos do Costa Terra e aqueles que ainda por lá estão e pagam todos os meses uma mensalidade de cerca de 200€ por mês têem cada vez menos qualidade e a Costa Terra aguarda pacientemente que as pessoas vão saindo por sua iniciativa, morte ou outro assunto e dentro de pouco tempo nada mais existe do que era o Parque de Campismo da Galé!

  9. Vergonha de país , está tudo a venda , a ministra não tem tomates. Estás sem a ver assim como nos combustíveis não manda nada

  10. A questão é que as pessoas ficam intimidadas perante barreiras e questionamentos como “não pode colocar o guarda sol aí, ou, não pode ocupar o espaço em frente da área concessionada” ou o muito corriqueiro e normal marcar o território com a toalha e uma cadeira. Não é aceitável nem compreensível. Estamos a ceder para não haver um simples interrogatório. As regras neste caso são simples e clara, Não é permitido travar o disfrutar de um espaço comum.

  11. Há muitos anos estive acampado no Parque de Campismo da Galé.Recordo-me que nessa altura havia um acesso público à praia na lateral do parque. Porque razão isso agora não acontece?

  12. É a vida meus amigos estudassem !!!, cada vez mais o poder económico irá estrangular tudo o q consideravamos ser livre e publico aguentem

  13. Pelo que está escrito, não se trata de uma praia reservada a gente com grossos cabedais, como andou um comunista a mobilizar a sua gentalha dependente de subsídios, nas redes sociais.
    São veraneantes que têm necessidade de segurança, a segurança que o Estado tem obrigação de GARANTIR a todos em geral e , também, a estes em particular.
    Quando o Estado não assume suas responsabilidades, O CIDADÃO, tem o direito de tomar as medidas que considere necessárias para superar a incompetência dos governantes, assim o acesso às não foi vedado, mas sim restringido a possíveis malfeitores.

  14. E as cotas de camas trocadas entre concelhos que são do conhecimento público á descarada, e que têm permitido a Grândola dar licenças a mega projetos de turismo???

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