“Temos de estar preparados para as cheias. Temos estado a ganhar volume nas barragens. Há 15 dias que estamos a fazer descargas, para acomodar a grande pluviosidade [anunciada para esta semana]”, disse a ministra do Ambiente, que juntamente com a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, percorreu a zona ribeirinha da cidade.
Maria da Graça Carvalho chama ainda a atenção para os efeitos decorrentes da agitação marítima e amplitude das marés. “Quando se conjugam as duas coisas, os rios não conseguem escoar para o mar. Temos as zonas suscetíveis identificadas, estamos a pedir às pessoas para se protegerem e para retirarem as coisas e os animais”.
Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal insistiu na necessidade de o Governo decretar o Estado de Calamidade no concelho – o que foi anunciado ontem, pelo primeiro-ministro – considerando tratar-se de uma medida “essencial” para que as pessoas afetadas “possam ser convenientemente ajudadas”.
A ministra percorreu as áreas mais afetadas, contactando com moradores e comerciantes prejudicados pela subida das águas. No terreno, era visível a azáfama nas operações de limpeza e remoção de destroços, envolvendo serviços municipais, bombeiros, particulares e associações.
Durante a visita, Clarisse Campos sublinhou o peso dos pequenos negócios na economia local e alertou para os prejuízos registados em vários estabelecimentos comerciais, bem como em instituições como a Associação Unitária de Reformados Pensionistas Idosos do Concelho de Alcácer do Sal, cujo lar teve de ser evacuado. “Somos uma comunidade, dependemos todos uns dos outros e os problemas que afetam uns, acabam por nos afetar a todos”, declarou.
A autarca chamou ainda a atenção para o impacto das intempéries na agricultura, referindo a destruição de muros de proteção dos arrozais e a consequente entrada de água salgada, situação que poderá comprometer produções.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












