Ministro destaca investimento de 100 milhões no regadio de Reguengos

O ministro da Agricultura visitou as obras do Circuito Hidráulico e Blocos de Rega de Reguengos de Monsaraz, projeto integrado na expansão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA).

Durante a visita, José Manuel Fernandes salientou que o investimento total ascende a 100 milhões de euros, cujo financiamento já está garantido. «Isto é importantíssimo para a competitividade do território, para a coesão territorial e para a criação de emprego», afirmou o governante.

Segundo o ministro, o projeto integra-se na estratégia nacional «Água que Une», no âmbito da qual estão atualmente em execução 500 milhões de euros, incluindo os 100 milhões relativos a esta empreitada.

A intervenção é promovida pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) e abrange uma área de 8.800 hectares, distribuída pelos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Portel, Évora e Redondo.

De acordo com a informação disponibilizada, a conclusão da obra está prevista para novembro deste ano.

O novo circuito hidráulico deverá ainda reforçar o sistema da albufeira da Vigia, no concelho de Redondo, onde já existe um perímetro de rega e que constitui também uma origem de água para abastecimento público.

Por sua vez, a presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz considerou que o projeto do bloco de rega entrou numa fase decisiva, após a assinatura da portaria que garante o financiamento e a autorização da despesa plurianual, cuja publicação em “Diário da República” está iminente.

Marta Prates afirmou que o processo atingiu «um ponto de não retorno», sublinhando que o bloco de rega no concelho «vai mesmo acontecer».

A autarca defendeu que se trata de «uma transformação estrutural», destacando o impacto esperado na atividade agrícola e no tecido económico local pois irá «levar água aos agricultores, impulsionar o setor agroindustrial e mudar o paradigma económico de desenvolvimento de todo o concelho — com benefícios para todos os reguenguenses».

Marta Prates reconheceu ainda que o processo foi exigente, referindo tratar-se de «uma luta que tem sido dura», mas manifestou satisfação pelo resultado alcançado.

A presidente da autarquia acrescentou que a concretização do projeto representará um marco no desenvolvimento do concelho, assumindo que, «no dia em que a água correr no primeiro hidrante», considerará cumprida «uma parte da missão» de transformação do território.

Durante a visita, José Manuel Fernandes foi questionado pela agência Lusa sobre a escalada dos preços dos fertilizantes, provocada pelo conflito no Médio Oriente, depois de se ter reunido, em Évora, com dirigentes de 19 associações de agricultores da região.

O titular da pasta da Agricultura salientou que o Governo está «a contribuir e a ajudar» os agricultores, destacando algumas das medidas adotadas para o setor, nomeadamente o apoio extraordinário de 10 cêntimos por litro de gasóleo colorido, a descida do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos), o reforço do rendimento dos agricultores na reprogramação do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) e a antecipação de pagamentos, entre outras.

«Estou em negociação com o ministro das Finanças para novas medidas e há aumentos, como o dos fertilizantes, que temos de procurar ajudar a diminuir estes custos de produção para os agricultores», adiantou.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa

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