Questionado sobre a fusão das duas empresas numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Joaquim Miranda Sarmento assegurou que o Governo está a acompanhar o processo: «Tudo faremos dentro daquilo que é a legalidade e a atuação do Estado para proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines».
O governante recordou que um Estado de direito «tem de atuar de acordo com a lei», mas disse que o executivo não deixará de «tudo procurar fazer para proteger o interesse estratégico de longo prazo da única refinaria que Portugal ainda tem, depois do fecho da refinaria de Matosinhos».
O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá estar concluído no segundo semestre deste ano, segundo disse esta segunda-feira a petrolífera portuguesa.
Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Galp indicou que «as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo».
Segundo o grupo, «dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026».
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, trading e combustíveis de baixo carbono, como biocombustíveis e hidrogénio.
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve.
Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.









