Monsaraz Museu Aberto: nove dias de música, teatro, dança e arte contemporânea

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto arranca este sábado com a inauguração de uma exposição coletiva de oito artistas que cruza arte contemporânea com o património da vila medieval, num programa de nove dias que se prolonga até 19 de julho e inclui música, teatro, dança, cante, cinema e conferências.

A abertura da exposição coletiva «Ando um pouco acima do chão», marcada para as 17h00 de sábado, dá início à bienal cultural Monsaraz Museu Aberto, promovida pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz sob o lema «O céu começa no chão».

A mostra reúne obras dos artistas André Sousa, Diogo Nogueira, Michael Biberstein, Mafalda Santos, Garcia da Selva, João Campolargo Teixeira, Felícia Teixeira e João Brojo, distribuídas pelas igrejas do Convento da Orada e de Santiago e pelo Museu do Fresco. No mesmo dia, o programa inclui ainda uma atuação do DJ e produtor Marco Antão (conhecido como Switchdance), e um concerto com o cantor e compositor Edmundo Inácio.

Ao longo dos nove dias do certame, a programação abarca espetáculos de teatro familiar, dança e música. No domingo seguem-se a peça «Não há duas sem três», a criação coreográfica «Baile do Desencontro» e o espetáculo «Grotte», da companhia espanhola Sirio Rubio.

A música continua com Pedro Jóia acompanhado por José Salgueiro na terça-feira, Kajó Soares na quarta-feira com «Sopros e guitarradas», e A Garota Não e Os Músicos do Tejo no dia 16. O projeto «Lampyris Bike», de Miguel Estima, transforma as ruas de Monsaraz numa sala de cinema ao ar livre com projeções itinerantes movidas a pedal.

No dia 18, a Banda e Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, em conjunto com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, apresenta a cantata «Carmina Burana», de Carl Orff, com Ana Sofia Ventura, Marco Alves dos Santos e André Henriques como solistas, sob direção de João Defeza.

O encerramento, no dia 19, reúne gastronomia, vinhos, conferências e música, fechando com o espetáculo «Carmim», de Joana Carmo Martins, e a Gala do Cante, que junta Inês Gonçalves, o Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, Manuel Sérgio e José Farinha.

A programação inclui ainda uma conversa com o fotógrafo e arquiteto Duarte Belo, oficinas de cinema de animação, o espetáculo «Biblioteca Extravagante» e as peças de teatro de marionetas «Castelo de Fantasmas» e «Antiprincesas: Catarina Eufémia», bem como um ciclo de conferências-concerto sobre o papel da cultura e das artes na transformação dos territórios, com António Pinto Ribeiro, Luísa Veloso, Liliana Coutinho e John Romão.

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