«Há todas as condições para, nesta legislatura, se concluírem as fases do estudo e lançamento dos respetivos concursos para que, o mais rápido que seja possível, nomeadamente Beja e Portalegre, possam ficar com essas ligações asseguradas», afirmou o chefe de Governo.
Luís Montenegro falava na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros que decorreu quinta-feira à tarde num dos pavilhões da Ovibeja.
Assinalando que o Governo «tem o firme propósito de ligar todas as capitais de distrito do país por autoestrada», o primeiro-ministro salientou que já estão em curso estudos sobre estas ligações rodoviárias.
«Isto não invalida as obras de requalificação e alargamento de perfil que estão em curso ou que temos projetos para desenvolver» na região, disse, dando como exemplo os troços do Itinerário Principal 8 (IP8) entre Beja e Serpa, Serpa e Vila Nova de São Bento e Vila Nova de São Bento e a fronteira com Espanha.
Montenegro lembrou outras intervenções em curso na rodovia do Baixo Alentejo, como as melhorias do acesso à zona mineira em Aljustrel e várias variantes na região.
«E temos projetos lançados, no âmbito do IP8 e A26 [Autoestrada 26], seja a conclusão da ligação de Santa Margarida do Sado a Beja, seja a ligação de Beja à A2 [Autoestrada 2] com o perfil de duas faixas de rodagem», acrescentou.
Durante a manhã, em Campo Maior, já tinha assumido o compromisso de ligar por autoestrada Beja, Évora e Portalegre, para que o território «esteja mais próximo» e para «poder também competir» ao nível económico e empresarial.
«O objetivo é termos todas as capitais de distrito servidas e ligadas por autoestrada, é um compromisso, foi um compromisso que o Manuel Castro Almeida assumiu e que vai cumprir connosco», disse.
Na ocasião, Montenegro revelou que se encontra em fase de «procedimento o estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre», indicando que se vislumbra uma solução, «quer a norte, quer a sul, quer a ligação de Portalegre à A6 e quer a ligação de Portalegre à A23». E que «está já em execução a obra que ligará a A2 a Beja».
«Portanto, todas as capitais de distrito ficarão conectadas pela via rodoviária em formato autoestrada o que é um sinal significativo daquilo que são as condições que nós temos de dar ao território, para que ele esteja mais próximo, para que ele esteja naturalmente em igualdade de circunstâncias para poder também competir», concluiu.









