Morreu Armando Alves, pintor de Estremoz e figura maior da arte portuguesa

O pintor Armando Alves, que integrou o grupo «Os Quatro Vintes», com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, morreu aos 90 anos, anunciou hoje a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

Segundo a nota da FBAUP, instituição que tem origem na Escola de Belas Artes onde Armando Alves foi estudante e docente, o artista, nascido a 7 de novembro de 1935, em Estremoz, concluiu o curso de Pintura com «20 valores».

«Formou, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, o grupo “Os Quatro Vintes”, que apresentou várias exposições nacionais e internacionais no final dessa década e início da seguinte», refere a nota de pesar assinada pelo diretor da instituição, Miguel Carvalhais.

A designação do grupo resultou precisamente da classificação final obtida no curso de Belas Artes. Os quatro artistas vieram também a ser professores na Escola de Belas Artes do Porto, mais tarde FBAUP, tendo Armando Alves sido «um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas», sublinha Miguel Carvalhais.

Dessa evolução resultaria a criação do primeiro curso de Design de Comunicação na cidade. Após deixar o ensino superior, Armando Alves dedicou-se profissionalmente ao design, construindo «uma carreira longa e ilustre, com particular destaque para a sua produção em design editorial e cartaz».

Do grupo «Os Quatro Vintes», Jorge Pinheiro é atualmente o único elemento ainda vivo, depois das mortes de Ângelo de Sousa, em 2011, e de José Rodrigues, em 2016.

Armando Alves foi agraciado, em 2006, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito e recebeu, em 2009, o Prémio de Artes Casino da Póvoa, numa carreira marcada pela pintura, pela docência e por um contributo relevante para a memória gráfica da vida cultural do Porto.

Com Ângelo de Sousa (1938-2011), José Rodrigues (1936-2016) e Jorge Pinheiro (1931), apresentou várias exposições no final da década de 1960, nomeadamente na Galeria Domingues Alvarez, no Porto (1968), na Galeria Zen, no Porto (1969), na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1970), e na Galeria Jacques Desbrière, em Paris (1970).

Em 2025, a Cooperativa Árvore, no Porto, expôs obras do artista desde 1958 até à atualidade, numa mostra «artística e afetiva» que assinalou os 90 anos de Armando Alves, celebrados a 7 de novembro.

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