AMAlentejo diz ser «tempo de voltar a falar a sério» sobre a regionalização

A AMAlentejo — movimento cívico de âmbito regional, criado em 2015, que reúne autarcas, instituições e personalidades de diferentes sensibilidades políticas — anunciou a intenção de relançar a ação pela criação da região Alentejo, defendendo que é «tempo de voltar a falar a sério e com responsabilidade sobre a regionalização». Uma das propostas é realizar debates sobre o tema.

Em comunicado, a Comissão Dinamizadora da AMAlentejo defende necessidade de «reativar esforços e vontades» para retomar o tema da criação das regiões administrativas.

«Tal desígnio, do qual AMAlentejo e os alentejanos nunca desistirão de alcançar, afigura-se cada vez mais importante num tempo em que é cada vez mais visível a necessidade de dotar o país dos instrumentos e das políticas necessárias ao desenvolvimento regional e à coesão territorial que o centralismo existente já há muito provou ser incapaz de garantir», refere o movimento.

Num momento em que o tema voltou à Assembleia da República, tendo sido chumbados vários projetos para
reiniciar o processo de criação das regiões administrativas, a AMAlentejo diz lamentar que vários partidos políticos se tenham pronunciado em sentido contrário.

«A partir da região onde vivemos e trabalhamos é fácil compreender que, 30 anos passados, desde o referendo que consagrou a vontade dos alentejanos em verem criada a região Alentejo por eles reclamada em cada uma das assembleias municipais e em cada congresso regional, esta é agora ainda mais necessária e inadiável», sustenta o movimento.

Para este entidade, o Alentejo é «uma região perfeitamente definida geográfica e culturalmente», que não quer continuar a ser penalizada por «políticas centralistas» que lhe impõem restrições, descuram a participação democrática e plural na definição das políticas regionais e incrementam assimetrias regionais, nomeadamente entre o Alentejo e outras regiões transfronteiriças da Europa.

No ano em que se assinalam os 50 anos da aprovação, pela Assembleia Constituinte, da Constituição da República Portuguesa e da realização das primeiras eleições autárquicas, a AMAlentejo defende que é fundamental o empenho de todos os alentejanos «num debate sério e esclarecedor sobre as vantagens da regionalização para o Alentejo, para o seu desenvolvimento económico e social e para a coesão entre as suas sub-regiões».

Segundo o comunicado, o movimento irá propor a realização de encontros e debates em todas as sub-regiões do Alentejo, «envolvendo toda a sociedade, capazes de desmontarem os argumentos de quem não quer a regionalização e de defender propostas potenciadoras das nossas riquezas culturais, paisagísticas, económicas e estratégicas».

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

ALENTEJO CARTOONADO
por Rui Pimentel

O ALENTEJO DE SARAMAGO

CARLOS LEITÃO | Crónicas

<b>BRUNO HORTA SOARES</b><br> É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 48,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar