Em comunicado, a Comissão Dinamizadora da AMAlentejo defende necessidade de «reativar esforços e vontades» para retomar o tema da criação das regiões administrativas.
«Tal desígnio, do qual AMAlentejo e os alentejanos nunca desistirão de alcançar, afigura-se cada vez mais importante num tempo em que é cada vez mais visível a necessidade de dotar o país dos instrumentos e das políticas necessárias ao desenvolvimento regional e à coesão territorial que o centralismo existente já há muito provou ser incapaz de garantir», refere o movimento.
Num momento em que o tema voltou à Assembleia da República, tendo sido chumbados vários projetos para
reiniciar o processo de criação das regiões administrativas, a AMAlentejo diz lamentar que vários partidos políticos se tenham pronunciado em sentido contrário.
«A partir da região onde vivemos e trabalhamos é fácil compreender que, 30 anos passados, desde o referendo que consagrou a vontade dos alentejanos em verem criada a região Alentejo por eles reclamada em cada uma das assembleias municipais e em cada congresso regional, esta é agora ainda mais necessária e inadiável», sustenta o movimento.
Para este entidade, o Alentejo é «uma região perfeitamente definida geográfica e culturalmente», que não quer continuar a ser penalizada por «políticas centralistas» que lhe impõem restrições, descuram a participação democrática e plural na definição das políticas regionais e incrementam assimetrias regionais, nomeadamente entre o Alentejo e outras regiões transfronteiriças da Europa.
No ano em que se assinalam os 50 anos da aprovação, pela Assembleia Constituinte, da Constituição da República Portuguesa e da realização das primeiras eleições autárquicas, a AMAlentejo defende que é fundamental o empenho de todos os alentejanos «num debate sério e esclarecedor sobre as vantagens da regionalização para o Alentejo, para o seu desenvolvimento económico e social e para a coesão entre as suas sub-regiões».
Segundo o comunicado, o movimento irá propor a realização de encontros e debates em todas as sub-regiões do Alentejo, «envolvendo toda a sociedade, capazes de desmontarem os argumentos de quem não quer a regionalização e de defender propostas potenciadoras das nossas riquezas culturais, paisagísticas, económicas e estratégicas».









