O movimento deu os primeiros passos no final de 2024 e foi entretanto formalizado com a entrega da candidatura em tribunal. “Temos muito o hábito de criticar, mas, depois, não fazemos nada para mudar as coisas e eu gosto muito de criticar e, então, pensei que, para poder falar, era preciso chegar-me à frente”, afirma a candidata.
Nascida em Évora e residente em Redondo, Helena Isabel Madruga Piteira, de 44 anos, é arquiteta, com ateliê naquela vila, sendo também proprietária de uma ourivesaria e de uma loja de roupa.
Nas autárquicas de 2021, foi a terceira da lista do movimento independente Movimento Viver Redondo (MVR), sem conseguir ser eleita. Agora, sublinha que o MVR “acabou” e que o RCI “é mesmo um movimento novo”, composto por pessoas que “nunca estiveram ligadas à política”.
“São pessoas que, como eu, querem realmente fazer a diferença”, acrescenta.
A candidata critica as “promessas utópicas” habituais nas campanhas eleitorais, preferindo a proximidade com a população. “As pessoas precisam mesmo de coisas muito básicas. Por exemplo, falamos da higiene urbana, que é uma coisa de que as pessoas se queixam imenso. Gasta-se o dinheiro em festas e, depois, está tudo ao abandono e tudo desleixado”, refere.
Entre as propostas do RCI destacam-se medidas para criar emprego e habitação, como a construção de um parque industrial junto à vila e uma nova zona urbana.
Além desta candidatura, concorrem ao município o atual presidente, David Fialho Galego, eleito pelo PSD/CDS-PP em 2021 e a cumprir o primeiro mandato, o comandante dos Bombeiros de Redondo, Sérgio Valente, pelo PS, o vereador David Grave, pela CDU, e o comerciante Manuel Rosalino, pelo Chega.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












