Os factos remontam a 15 de dezembro de 2025, quando a jornalista filmou o autarca num local público, em Nisa. O presidente da câmara apresentou queixa, invocando o crime de gravações e fotografias ilícitas e alegando ter sido seguido, filmado e gravado sem o seu consentimento.
No despacho de arquivamento, o MP concluiu que a atuação da jornalista não incidiu sobre aspetos da vida privada do denunciante e que, «ponderados os direitos em conflito — direito à imagem, por um lado, e liberdade de informação e de imprensa, por outro —, no caso concreto, deve prevalecer o interesse público na recolha e divulgação da informação».
Em causa estava uma reportagem do programa Repórter Sábado, emitida a 21 de dezembro de 2025, na qual o canal se referia que a Câmara Municipal de Nisa «gastou milhões de euros de forma duvidosa». Segundo o Now, «a oposição pediu uma auditoria independente, mas o presidente usou o voto de qualidade para chumbar a proposta».












