Segundo o Ministério Público (MP), «encontra-se fortemente indiciado que, no dia 7 de setembro, no interior da residência onde habitam, o arguido agrediu física e psicologicamente a mãe, ameaçando, inclusive, que a matava». Contra o irmão adotou o mesmo comportamento, «chegando mesmo a fazer uso de uma faca de cozinha».
A detenção foi efetuada fora de flagrante delito com mandados emitidos pelo próprio MP «logo após ter tido conhecimento dos factos e determinado a abertura de inquérito». A decisão foi tomada face ao risco de vitimização avaliado como «elevado/extremo».
O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial, indiciado pela prática dos crimes de violência doméstica agravada e de ameaça agravada.
Realizado o interrogatório e verificados «os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa», e «após confirmação de que o arguido padece de doença do foro psíquico», o MP promoveu a aplicação da medida de coação de internamento preventivo — ou seja, o cumprimento da medida numa unidade de saúde em vez de estabelecimento prisional.
As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público em Vila Viçosa, com a coadjuvação da GNR.










