MP quer reverter decisão que libertou militares da GNR e agente da PSP

O procurador-geral Amadeu Guerra anunciou que o Ministério Público irá avançar com recurso da decisão judicial que permitiu a saída em liberdade dos 11 elementos das forças de segurança detidos por suspeitas de colaborarem na exploração de imigrantes no Baixo Alentejo.

“Foi entendido pelo juiz de instrução criminal que a prova é insuficiente. Eu penso que o Ministério Público, segundo as indicações que tenho, irá recorrer da decisão e, portanto, é uma decisão judicial que nós respeitamos, mas que iremos interpor recurso em relação a ela”, disse hoje Amadeu Guerra, à margem de um evento numa escola em Loures para assinalar o Dia Internacional Contra a Corrupção.

Em 25 de novembro, a Polícia Judiciária deteve 17 pessoas, incluindo 10 militares da GNR e um agente da PSP, por suspeitas de exploração de imigrantes no Alentejo, no âmbito da operação “Safra Justa”.

Quatro dias mais tarde, o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, aplicou prisão preventiva a três arguidos, todos civis, e justificou a saída em liberdade dos 11 elementos das forças de segurança com o facto de não poderem “ser utilizadas para efeitos de fundamentação das medidas de coação” escutas telefónicas não transcritas pelo MP.

A organização criminosa desmantelada controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo, mas nem todos são considerados vítimas de tráfico, segundo fonte policial. Quanto aos seis civis, a fonte policial precisou que quatro são portugueses e dois são estrangeiros, “todos membros da organização criminosa”.

Os dois estrangeiros, do sul da Ásia, “angariavam as vítimas dessa mesma origem e acabavam também por coagi-las e ameaçá-las”.

Entre os portugueses, encontra-se, segundo a fonte, “o cabecilha” da rede, sendo os restantes “seus braços direitos”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Lusa/Arquivo

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