Indiciado por um crime de violência doméstica agravada, o arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial na sexta-feira.
A detenção, fora de flagrante delito, resultou de mandados emitidos pelo Ministério Público (MP), que abriu inquérito no dia 24 de setembro, logo após ter conhecimento dos factos, «face ao risco de vitimização avaliado como elevado/extremo», tendo a vítima sido de imediato ouvida em declarações para memória futura. Arguido e vítima são portugueses.
Segundo o MP, está fortemente indiciado que, desde há cerca de 10 anos e até à detenção, «no interior da residência onde habitam, de modo muito intenso e reiterado, o arguido agrediu física e psicologicamente a mãe, ameaçando, inclusive, que a matava, o que sucedeu por repetidas vezes e com elevada persistência nos últimos dias».
Além da vulnerabilidade associada à diferença de idades, foi ainda apurada, de acordo com a mesma fonte, «a superioridade física do agressor face à vítima e a incapacidade de defesa perante as condutas violentas, físicas e psíquicas, reiteradamente praticadas».
Perante os «perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa», e depois de confirmado que o arguido «padece de doença do foro psíquico», o MP pediu a aplicação da medida de internamento preventivo, acolhida pelo juiz.
A investigação prossegue sob a direção do MP de Reguengos de Monsaraz, com a coadjuvação da Guarda Nacional Republicana (GNR).










