Na tomada de posição, os autarcas começam por expressar a “total solidariedade” para com as populações da região Centro e do concelho de Alcácer do Sal, “territórios particularmente fustigados por estes eventos climáticos extremos”.
Segundo a CIM, o Alentejo Central “sofreu também impactos severos”, com o registo de “danos avultados [que] afetam infraestruturas críticas e a economia local”.
A estrutura intermunicipal adianta que está a proceder “a um levantamento concelhio dos danos, que serão reportados às autoridades competentes”.
No que respeita a mecanismos de apoio, sublinha que “o Alentejo Central não foi abrangido pelos regimes de exceção – calamidade ou contingência, mas a realidade mostra que os danos causados na rede viária, edifícios e infraestruturas municipais, em habitações, no sector agrícola e em unidades de turismo rural são muito relevantes”.
Por isso, a CIM sustenta que a região “necessita com urgência de respostas que lhe permitam aceder a apoios financeiros para a reposição da normalidade”.
A Comunidade Intermunicipal defende, igualmente, que o Programa Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) criado pelo Governo para fazer face aos prejuízos provocados pela intempérie, e as demais medidas de apoio técnico e financeiro “devem considerar a realidade específica do Alentejo Central, garantindo que nenhum território fique desprovido dos recursos necessários à sua recuperação e resiliência futura”.
Ao nível da segurança rodoviária, considera “fundamental” que a Infraestruturas de Portugal “assegure intervenções prioritárias na rede viária nacional e regional localizada neste território”.
Por fim, os municípios recordam que “têm-se mobilizado de forma coordenada para apoiar as zonas mais atingidas” e exigem “que o mesmo princípio de coesão territorial seja aplicado pelo Estado e pelo Governo na resposta às necessidades urgentes dos nossos concelhos”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: CIM/D.R.












