A empresa é responsável pela gestão do sistema intermunicipal de abastecimento de água e saneamento dos concelhos de Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel, no distrito de Portalegre.
O recém-eleito presidente, Rogério Alves, explica que não se trata de uma injeção financeira porque a “empresa está em dificuldades ou que precisa desse dinheiro para sobreviver”, mas algo que “estava perfeitamente previsto” e que permitirá evitar que a fatura da água aumente para os consumidores.
“É uma falácia dizer que estamos a investir dinheiro para salvar a empresa, não é isso, é algo que está previsto e serve exatamente para proteger o consumidor final. Os municípios continuam a investir como investiam antes para que o consumidor final seja preservado e não tenha de pagar a tarifa que teriam de pagar aos olhos das entidades reguladoras”, sublinha.
Para o responsável, que também exerce funções de presidente da Câmara de Ponte de Sor, a operação faz parte do crescimento de uma empresa público privada nos primeiros tempos, quando existe a necessidade de investimento, até que possa começar a ser viável e deixar de registar prejuízos.
Por isso, e até que a empresa comece a apresentar resultados positivos, os municípios associados vão “fazer este esforço de investimento” para suportar a diferença daquilo que a água custa e o que é cobrado ao consumidor final.
“A outra opção seria aumentar drasticamente, e é aquilo que as entidades europeias nos impelem todos os dias a fazer, aumentar drasticamente a tarifa final ao consumidor”, acrescenta Rogério Alves.
Ainda de acordo com o presidente da empresa, o que está a ser feito é a defesa do consumidor final, investindo numa empresa que é apontada como “um dos melhores exemplos” das agregações que foram feitas no país nesta área, sendo também uma empresa que pratica “das mais baixas tarifas” a nível regional.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











