De acordo com o diretor do Museu Militar de Elvas, coronel Nuno Duarte, as motorizadas foram utilizadas na I Guerra Mundial, uma outra na II Guerra Mundial e três motas são “referentes aos períodos dos anos 70 e 80” do século passado.
“Uma delas foi-nos oferecida, doada ao Exército Português, uma Douglas utilizada na I Guerra Mundial e as restantes são pertença do Exército, estavam nas várias unidades do Exercito”, acrescentou o oficial, explicando que este projeto contou apenas com fundos do orçamento corrente do Exército, sem apoios de entidades exteriores.
“A sala já estava mais ou menos preparada a nível de infraestruturas, o que tivemos de fazer foi a manutenção das motorizadas e depois toda aquela parte dos placares expositivos, nada que ultrapasse os critérios normais de despesa”, referiu.
Situado em Elvas, cidade classificada como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o museu militar, instalado no interior de um antigo quartel de Infantaria, agrega vários monumentos classificados.
Nuno Duarte sublinha que o museu tem uma importância “muito grande” no contexto da classificação de Elvas como Património Mundial, uma vez que alberga nas suas instalações o Convento de São Domingos do século XIII, o único troço das muralhas fernandinas do século XIV e 30% da muralha seiscentista abaluartada, pertencente às fortificações da cidade. Para além do quartel do Casarão, um quartel do século XVIII.
O Museu assinala esta esta quinta-feira o seu 16.º aniversário a partir das 15h15 com uma sessão solene e uma palestra subordinada ao tema “Potencialidades do Museu Militar de Elvas integrado numa cidade militar e Património da Unesco”. Para as 16h30 está agendada uma visita ao museu e a inauguração da sala “Motociclos do Exército Português”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Museu Militar de Elvas/D.R.











