«O Governo não confirma que o Alentejo vá perder 700 milhões de euros»

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse esta manhã, no parlamento, que o Governo «não confirma que o Alentejo vá perder 700 milhões de euros» no próximo quadro financeiro de apoio.

Ouvido numa audição conjunta das comissões de Economia e Coesão Territorial e da Reforma do Estado e Poder Local, Manuel Castro Almeida sublinhou que «ninguém está em condições de definir quanto caberá a cada região do país» no próximo ciclo de fundos comunitários, desde logo porque «não se sabe ainda qual o valor a que Portugal terá direito».

«O que posso dizer» – sublinhou o ministro – «é que o Governo tudo fará para que o Alentejo não seja prejudicado por qualquer alteração administrativa de fronteiras que tenha sido feita», uma vez que as pessoas «não vão ficar mais ricas, não vão viver melhor pelo facto de a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo ter sido retirada da região do Alentejo».

Manuel Castro Almeida não deixou de sublinhar que as alterações ao mapa das NUTS II e NUTS III efetuadas «no final do último Governo socialista», liderado por António Costa, com a retirada dos municípios da Lezíria do Tejo da NUTS do Alentejo, foram «de molde a criar um risco acrescido para a região, sem dúvida».

«Quem o fez sabia o que estava a fazer, sabia quais eram as consequências, e o risco está lá. A minha convicção é que teremos instrumentos para corrigir este risco, para o superar e ultrapassar. Espero que tenhamos essa possibilidade», frisou.

Não confirmando o «corte» de 700 milhões de euros que havia sido perspetivado pelo anterior presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ceia da Silva, o governante antecipou, contudo, uma redução nos fundos comunitários, garantindo que o Alentejo «não vai perder mais do que aquilo que vier a perder o todo nacional».

O ministro da Economia e da Coesão Territorial lembrou, a propósito, que a proposta apresentada pela Comissão Europeia «significa uma redução, a preços constantes, na ordem dos 17% das verbas da coesão» destinadas a Portugal, devido à necessidade de «amortizar o empréstimo contraído para financiar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)» e de «dedicar uma parcela maior do seu orçamento à Defesa».

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