De acordo com o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (Nerpor), Tiago Braga, o “apoio do Governo é importante” face à subida dos preços dos combustíveis, na sequência do conflito no Médio Oriente, mas não deixa de ser “residual”.
“Para além do valor em si, o que preocupa as empresas é a volatilidade. As pequenas e médias empresas precisam de previsibilidade para planear custos e preços, e estas oscilações constantes dificultam muito essa gestão”, acrescenta.
Referindo que os empresários “já têm custos de contexto demasiado elevados” e que, sempre que o preço da energia ou dos combustíveis aumenta, “quem sente primeiro acaba por ser sempre o pequeno empresário, as pequenas empresas”, Tiago Braga diz que a subida de preço dos combustíveis “é algo que realmente nos preocupa”.
Na próxima segunda-feira, o preço gasóleo irá subir 20 cêntimos por litro. E só não será um aumento superior pois o Governo decidiu avançar com uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no Continente, ao gasóleo rodoviário. Já a gasolina irá ter um aumento de sete cêntimos por litro.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












