Coordenadora executiva do Nerpor, Rita Mendes, explica que, após um período “de interregno” na atividade, o núcleo está empenhado em “restabelecer as ligações e atrair novos associados”.
A responsável, que falava à margem da apresentação do plano de ação para o período os próximos três anos, reconhece que chegar aos cerca de 500 associados é uma “meta difícil” de atingir, uma vez que a região de Portalegre apresenta “um tecido empresarial débil”, mas assegura não ser impossível.
“Também sabemos que existem cá os empresários que, se calhar, nunca sentiram a necessidade de procurar uma parceria no Nerpor, porque não tinham [nesta entidade] os serviços que lhes permitiam colmatar as suas fraquezas, dificuldades, as seus desafios do dia-a-dia”, sublinha.
Alertando que a meta dos 500 associados ainda está “um bocadinho longe” de atingir, Rita Mendes explica que o Nerpor encontra-se atualmente numa “fase de reorganização”, mas preparado para dar resposta aos empresários nas diversas fases da sua implementação e consolidação no mercado.
O plano de ação envolve seis eixos estratégicos, que passam pelo empreendedorismo e competitividade, inovação e sustentabilidade, dinamização comercial e feiras sectoriais, internacionalização e captação de investimento, talento e formação e governança e sustentabilidade financeira.
Entre estes eixos apresentados, destacam-se as ações de formação e a criação do Centro de Inovação e Sustentabilidade do Alto Alentejo, que pretende ser um polo de inovação e tecnologia na região.
“Este centro de inovação é dedicado também à parte da tecnologia, do registo das patentes. É cada vez mais importante que as empresas tenham uma componente tecnológica de inovação em Portugal. Nós estamos aqui para ajudar também com os registos de marca”, diz Rita Mendes .
Na sessão de apresentação do plano de ação para 2025/2028, o presidente do Núcleo, Tiago Braga, explicou que o objetivo da nova direção passa por “voltar a ver” a instituição respeitada no mercado, desenvolvendo a sua atividade com “transparência, ética e trabalho sério”.
“Este novo Nerpor vai ser diferente, mais prático, mais direto, mais próximo. Não queremos ser um gabinete fechado, cheio de papéis e relatórios, queremos estar no terreno com as empresas, lado a lado com quem trabalha e cria emprego, queremos ser úteis”, acrescentou.
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Iniciativas culturais e gastronómicas são outras das apostas da nova direção, como um evento coordenado pelo chef José Júlio Vintém e previsto para o próximo ano, com o objetivo de promover os produtos da região.
Por outro lado, o evento “Raya – A Fronteira que Nunca Existiu”, quer afirmar a Serra de São Mamede como “território de excelência” gastronómica e cultural, reforçando a sua atratividade turística, económica e identitária, segundo a organização.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Cabrita Nascimento/Arquivo











