Neves-Corvo e Aljustrel avançam com novos projetos de prospeção mineira

As empresas concessionárias das minas de Neves-Corvo e de Aljustrel têm em consulta pública pedidos para exploração experimental de novos depósitos minerais metálicos, envolvendo investimentos que podem ultrapassar os 10 milhões de euros.

Os pedidos foram apresentados à Direção-Geral de Energia e Geologia pela Boliden Somincor, concessionária da mina de Neves-Corvo, em Castro Verde, e pela Almina – Mina do Alentejo, proprietária da mina de Aljustrel.

No caso da Boliden Somincor, o pedido diz respeito ao depósito de cobre, zinco, chumbo, estanho, prata, ouro e outros metais associados denominado «Neves», que abrange os concelhos de Castro Verde, Almodôvar e Mértola.

Fonte da empresa indica que «com a atribuição dos direitos de exploração experimental da área de Neves, a Boliden Somincor pretende dar continuidade à aplicação de metodologias de prospeção e pesquisa mineral, com vista à avaliação do potencial geológico-mineiro desta área».

A mesma fonte acrescenta que «os resultados obtidos poderão, na eventualidade de uma nova descoberta mineral de valor economicamente viável, contribuir para o prolongamento da vida útil da mina de Neves-Corvo e, consequentemente, para a longevidade da atividade da empresa».

O processo está em consulta pública até 01 de junho. A empresa prevê um plano de trabalhos para um período inicial de três anos, que inclui 5.000 metros de perfuração, num investimento avaliado em um milhão de euros.

Já o pedido apresentado pela Almina refere-se à área denominada «Albernoa», também relativa a depósitos minerais de cobre, zinco, chumbo, ouro, prata e outros metais associados, abrangendo os concelhos de Aljustrel, Beja, Castro Verde e Mértola.

Neste âmbito, está prevista a realização de sondagens carotadas, num total mínimo de 25 mil metros, a par de diversos estudos de caracterização geológica, geofísica, geoquímica, mineralógica e metalúrgica. Os trabalhos previstos representam um investimento que pode ascender, num total de cinco anos, a 9,2 milhões de euros.

Fonte da empresa refere que estas prospeções poderão «permitir a identificação de novas ocorrências minerais, bem como o aprofundamento do conhecimento das estruturas mineralizadas já conhecidas, contribuindo para a avaliação da sua viabilidade económica».

Na sequência destes pedidos, as duas empresas mineiras vão realizar, ao longo do próximo mês de maio, diversas sessões públicas de esclarecimento nos concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde e Mértola.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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