Em comunicado conjunto, as três entidades anunciaram que o memorando de entendimento referente à criação desta Unidade de Investigação Clínica vai ser assinado, às 10h45, numa cerimónia a realizar no local das obras do novo Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora.
O memorando entre o Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central e a Universidade de Évora (UÉ) “estabelece as bases para a criação de uma nova Unidade de Investigação Clínica.
A iniciativa, enquadrada no programa GIMM CARE e financiada pelo programa Teaming for Excellence, da Comissão Europeia, “pretende aproximar a investigação da prática clínica, num modelo sustentável e escalável a outras unidades do sistema de saúde português”.
“Com esta iniciativa, reforçamos o objetivo do GIMM CARE de criar um centro de excelência dedicado à investigação clínica e aos ensaios clínicos na região do Alentejo”, refere Fausto Lopo de Carvalho, administrador executivo da Fundação GIM.
Segundo o mesmo responsável, este projeto poderá ter “um efeito catalisador na retenção de talento” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e “no desenvolvimento regional, através da promoção da investigação biomédica”.
Com a criação deste “polo de investigação clínica”, o GIMM “pretende contribuir para um ecossistema de inovação capaz de atrair financiamento nacional e internacional para investigação clínica de elevado impacto”.
Já o presidente do conselho de administração da ULS do Alentejo Central, Carlos Mateus Gomes, diz que a criação desta unidade de investigação clínica no novo hospital vai representar “um passo estratégico para reforçar a eficiência dos cuidados de saúde e gerar valor” para aquela unidade local de saúde.
“Ao descentralizar a investigação para o Alentejo, promovemos um ecossistema inovador que potencia a competitividade da região e atrai talento altamente qualificado”, acrescenta Carlos Mateus Gomes, considerando que o investimento “traduz-se em melhorias diretas na organização dos cuidados, na experiência dos utentes e nas condições de trabalho dos profissionais, potenciando resultados em saúde mais eficazes e processos mais eficientes”.
“Os benefícios esperados têm potencial para superar amplamente o investimento inicial, contribuindo para o cumprimento da missão institucional e para a criação de valor a longo prazo”, sublinha.
Por sua vez, a reitora da UÉ, Hermínia Vasconcelos Vilar, destaca o impacto desta colaboração no reforço do conhecimento científico e tecnológico e na criação de novas oportunidades para estudantes e investigadores, em particular na saúde, considerada área de desenvolvimento estratégico da universidade.
A criação da Unidade de Investigação Clínica de Évora surge após a parceria assinada, no mês passado, com o Hospital Amadora-Sintra, disse também Hermínia Vilar, frisando que “a estratégia de criação de uma rede multicêntrica dedicada à investigação clínica em Portugal confere a escala que esta atividade exige para competir a nível internacional”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











