Segundo o presidente da empresa, a EDIA pretende construir as barragens «a jusante do sistema Alqueva-Pedrógão», nas ribeiras de Terges e Cobres e de Carreiras, afluentes do Rio Guadiana, com o objetivo de «aumentar a resiliência do sistema Alqueva». Os projetos estão contemplados na estratégia nacional Água que Une.
A EDIA lançou esta quinta-feira o concurso público para o projeto de execução e Estudo de Impacte Ambiental da Barragem de Terges e Cobres, nos concelhos de Beja e Mértola, num investimento de 990 mil euros (acrescido de IVA), com anúncio publicado em Diário da República. A apresentação de propostas decorre até 20 de julho e o prazo de execução do contrato é de 18 meses. Quanto à Barragem de Carreiras, no concelho de Mértola, o presidente da EDIA admitiu que «provavelmente mais um mês e sairá também esse concurso».
O estudo prévio da Barragem de Terges e Cobres foi feito internamente pela EDIA, sendo agora necessário definir o melhor dos três locais pré-estudados para a construção. «Temos que entregar essa tarefa a uma equipa de projetistas, que vai estudar em detalhe onde é que faz mais sentido económico, ecológico e hidráulico fazer o muro que vai represar as águas e criar a nova albufeira», explicou Salema, estimando que a obra poderá arrancar «a cerca de dois anos e meio, três anos», considerando que um projeto de execução e EIA de uma barragem leva «cerca de dois anos de trabalho» e a emissão da Declaração de Impacto Ambiental «são mais seis meses». Quanto ao investimento previsto, os projetistas farão a estimativa orçamental, mas o responsável admitiu tratar-se de «um número na ordem das dezenas de milhões de euros».
As ribeiras «têm água em alguns momentos do inverno, mas, no verão, estão a zero», pelo que as barragens serão fundamentais para assegurar o caudal ecológico do Rio Guadiana. «Se tivermos estas barragens, que são abaixo de Pedrógão, mas antes do Pomarão, podemos utilizar a água ali represada nos momentos de cheia para assegurar os caudais ecológicos no verão ou quando há menos água, libertando a pressão de Alqueva», disse Salema, acrescentando que a retenção permitirá colocar «o fluxo regularizado durante mais meses» no Guadiana, «mais resiliência ao sistema».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa
Fotografia: D.R.










