“Na Igreja não há estrangeiros nem irmãos de segunda, aos migrantes, aos membros de comunidades minoritárias, aos portadores de deficiência, aos reclusos, aos solitários, aos doentes e idosos, a todos, quero dizer que tudo farei, no que possa estar ao meu alcance, para que a Igreja seja mesmo a sua casa, onde se sintam acolhidos, protegidos, promovidos e integrados”, disse.
O Bispo D. Pedro Fernandes falava no decorrer da sua alocução na Sé Catedral de Portalegre, onde hoje decorreu a sua ordenação episcopal, presidida por D. José Ornelas, também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
D. Pedro Fernandes recordou os papas Francisco e Leão XIV, alertando que podem contar com a sua oposição a “todas as formas de intolerância e exclusão injusta”, principalmente junto dos migrantes.
“Peço a Cristo que vos conceda a graça de estar com ele e nele ao serviço dos mais frágeis, assumindo os quatro verbos que os papas Francisco e Leão XIV sublinharam para descrever a solicitude cristã relativamente aos migrantes: acolher, proteger, promover e integrar”, sublinhou, acrescentando que “se naturalmente tais verbos se aplicam aos migrantes, aplicar-se-ão também com igual pertinência a todas as pessoas magoadas pela exclusão, pelos discursos de ódio ou pela indiferença que mata”.
O novo bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, de 56 anos, era presidente do Conselho de Administração da Associação de Apoio Social “Anima Una”, em Braga, tendo sido ordenado sacerdote em Lisboa a 21 de julho de 1996.
Ao longo dos anos desempenhou várias missões internacionais, tendo, no regresso a Portugal, desempenhado funções na comunidade Espiritana do Porto, de 2010 a 2018, como conselheiro provincial e assistente da Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo.
Entre 2018 e 2024 foi superior da Província Portuguesa dos Espiritanos e vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












Uma resposta
Ainda bem que o novo bispo diz isso. Porque há muitos que se dizem católicos e andam à “caça” de imigrantes, criminalizando os que imigram e os que ajudam na legalização. Há que conter o discurso de ódio.