«O projeto encontra-se atualmente em fase de consulta pública, no âmbito do procedimento de avaliação ambiental, não estando previsto, nesta fase, o lançamento da empreitada de construção», explica a APS, esclarecendo que o futuro cais, a avançar, irá reforçar a capacidade do porto de Sines para receber «navios de grande porte que transportam cargas de grande dimensão».
A valência funcionará igualmente como «hub logístico multimodal, contribuindo para a consolidação e valorização das infraestruturas portuárias de elevado valor estratégico», acrescenta.
Segundo o resumo não técnico do EIA, o cais foi projetado para diferentes utilizações civis, como energias renováveis offshore e movimentação de granéis agroalimentares, igualmente previstas nas utilizações civis de embarque e desembarque de carga.
O documento estabelece ainda que «a utilização dual prevista para a infraestrutura significa que esta poderá ser utilizada tanto para fins civis como para apoio ocasional a operações de mobilidade militar». No entanto, essa utilização «não corresponde à instalação de uma infraestrutura militar permanente nem à previsão de atividades militares exclusivas».
Questionada sobre a possibilidade de utilização militar, a APS esclarece apenas que o projeto contempla «eventuais requisitos de natureza dual», sem que os mesmos alterem a sua «natureza ou finalidade». O projeto «permanece orientado para o reforço da capacidade portuária e multimodal de Sines e para o apoio às necessidades logísticas da economia e da indústria», sublinhou a APS.
De acordo com a administração portuária, o novo cais foi projetado para ter «duas frentes de acostagem, uma plataforma logística com cerca de 19 hectares [e] uma rampa» para cargas e descargas, com «uma profundidade de serviço de 14 metros, capacidade de carga de 25 toneladas por metro quadrado e acesso ferroviário dedicado».
O novo cais terá uma «elevada capacidade» para «transferência direta de cargas entre navio, camião e comboio» e irá receber e movimentar equipamentos destinados a «indústrias pesadas» e «energias renováveis», indica a mesma fonte.
«A infraestrutura foi concebida para responder a diferentes tipologias de cargas e operações que exigem elevados níveis de capacidade, segurança, resistência e flexibilidade operacional», prossegue a APS, sublinhando que «a eventual concretização da obra estará condicionada pela evolução da estratégia do porto de Sines de desenvolvimento e capacitação para a movimentação de cargas especiais».
Em paralelo, está ainda em consulta pública, até 17 de setembro, o projeto de prolongamento do troço noroeste do molhe leste do porto de Sines, também promovido pela APS, numa extensão de 400 metros.
O EIA referente ao molhe identifica o novo cais de carga geral como o seu «principal projeto associado ou complementar», estando os dois estudos inseridos no mesmo programa de financiamento.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.










